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BC já vendeu US$ 3,2 bilhões das reservas, informa Meirelles

BRASÍLIA - O Banco Central já vendeu nos leilões à vista, até o dia 20 de outubro, US$ 3,2 bilhões, informou há pouco o presidente da autoridade monetária, Henrique Meirelles. Em audiência conjunta na Câmara com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Meirelles fez uma rápida síntese do início e evolução da crise financeira.

Valor Online |

Depois de sua apresentação, o presidente do BC deixou o plenário, sob protestos do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA). O parlamentar reclamou que a sessão começou com uma hora e meia de atraso e que Meirelles estaria tentando fugir das perguntas da oposição sobre a crise financeira. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, se apressou em informar que Meirelles teria que sair para "operar o mercado", mas que deve voltar à sessão posteriormente.

Meirelles disse que o Banco Central já gastou US$ 22,9 bilhões com as diversas modalidades de venda de câmbio durante a crise, "o que não é quase nada" perto da injeção efetiva US$ 595 bilhões dos sistemas financeiros americano e europeu.

Segundo Meirelles, até a última segunda-feira, o BC vendeu US$ 12,9 bilhões em swaps, US$ 3,7 bilhões em linhas, US$ 1,5 bilhões em não-rolagem de swap reverso, US$ 1,6 bilhões no primeiro leilão para linhas de comércio exterior, realizado ontem, e US$ 3,2 bilhões no mercado à vista.

O presidente do BC disse ainda que a média por dia útil de contratação de Adiantamento de Contratos de Câmbio (ACC), entre os dias 1 e 10 de outubro, caiu para US$ 116,2 milhões. Em setembro, a contratação de ACC das exportadoras teve média de US$ 238,8 milhões por dia útil. O presidente do BC listou ainda as recentes medidas de prevenção adotadas pela autoridade monetária para preservar a liquidez do sistema financeiro nacional.

A segunda parte da sessão na Câmara para explicações sobre a crise caberá ao ministro Guido Mantega, que ficou de apresentar as perspectivas e os efeitos da crise no Brasil.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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