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BC intervém e dólar à vista reduz alta para R$ 2,45

O Banco Central anunciou um leilão de venda de dólares à vista, há tentando controlar o pânico que demonstrava o mercado doméstico de câmbio. No momento da intervenção, a alta no dólar à vista era superior a 9% na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), negociado a R$ 2,53.

Agência Estado |

No mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial era negociado a R$ 2,45, em alta de 5,97%, às 10h34, após o anúncio do leilão. Na BM&F, o dólar à vista também reduziu a alta para R$ 2,46 após a intervenção.

Pouco antes do anúncio do leilão, a pressão do dólar no mercado doméstico era atribuída, por alguns, ao terror que viviam outras divisas de países emergentes nesta manhã. No México, a queda do peso rondava 14%, na Austrália a perda da moeda local ultrapassava 9%, na África do Sul era superior a 5% e na Nova Zelândia, perdia mais de 7%.

Mas boa parte dos profissionais nas mesas de operações é reticente nas análises. "Não temos muito o que fazer, nem falar. De 1990 para cá, nunca vi esse tipo de movimento nos mercados. A crise é parecida com outras, como a que começou em Hong Kong, ou com o estouro da bolha da internet, mas o agravante agora, em relação àquelas ocasiões, é que temos uma desconfiança no sistema financeiro. As pessoas estão com medo de perder tudo", disse o operador de derivativos de uma instituição nacional, ponderando, no entanto, que a regulamentação dos mercados domésticos é maior e mais eficiente que a dos EUA.

Ainda assim, por aqui, não faltam rumores de que haveria instituições financeiras e empresas com dificuldade para zerar posições vendidas em dólar. Mas muitos acreditam que a especulação é maior do que os fatos. Fala-se, inclusive, que instituições continuaram fazendo apostas ousadas em meio à crise e agora pressionam as cotações para poder ganhar.

De qualquer maneira, os especialistas não arriscam afirmar se há ou não problemas graves e sérios no mercado doméstico, ou se a valorização da moeda norte-americana é exagerada e especulativa. E é justamente dessa insegurança que a alta do dólar continua encontrando espaço para se alimentar.

Hoje, o Banco Central divulga os dados fechados do fluxo cambial da semana de 29 de setembro a 3 de outubro, a partir das 12h30, que podem ajudar a elucidar pelo menos parte dos últimos movimentos cambiais no Brasil. Enquanto isso, o mercado aguarda a regulamentação das medidas de alívio ao crédito anunciadas pelo governo.

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