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Ingresso de capital externo produtivo soma US$ 3,5 bilhões em maio; para junho, valor esperado é de US$ 1,5 bilhão

O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes, considerou hoje muito bom o resultado das contas externas em maio. Ao apresentar os dados, Altamir destacou que o fluxo de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no País, no mês passado, foi o melhor para meses de maio desde o início da série histórica, em 1947. Em maio, ingressaram no Brasil US$ 3,534 bilhões em capital externo produtivo.

O resultado, que ficou acima do projetado inicialmente pelo BC, deve-se a operações concluídas no fim do mês passado. Para junho, no entanto, o chefe do Depec projeta um resultado "não tão bom", de US$ 1,5 bilhão de IED. Segundo ele, em junho até hoje, o ingresso de IED soma US$ 900 milhões.

Já o déficit em conta corrente projetado para o mês de junho, segundo ele, é de US$ 2,8 bilhões. O chefe do Depec também deu informações parciais sobre o ingresso de investimentos em portifólio (ações e renda fixa). O ingresso de aplicações em ações em junho, até hoje, soma US$ 1,201 bilhão, enquanto o ingresso de investimentos em ações no Brasil soma US$ 1,419 bilhão. A diferença entre os dois deve-se à inclusão das ações brasileiras negociadas em bolsas de valores de outros países, as ADRs. O ingresso para renda fixa em junho até hoje soma US$ 1,064 bilhão.

Déficit em conta

Altamir informou ainda que o déficit em conta corrente em maio, de US$ 2,02 bilhões, foi o mais alto para o mês desde 2001, quando o resultado foi negativo em US$ 2,186 bilhões. Altamir ressaltou que o resultado do mês passado foi o menor do ano, refletindo a sazonalidade do período. Tradicionalmente, o mês de maio concentra os embarques de grãos e commodities em geral, o que eleva o saldo comercial e reduz o déficit em conta corrente.

A explicação para que o último mês de maio tenha sido pior que outros meses de maio, segundo Altamir, é o aumento de despesas com viagens internacionais, aluguéis de equipamentos e transporte, que refletem a melhora da economia brasileira.

Dívida externa

A dívida externa brasileira total foi estimada em US$ 218,329 bilhões em maio pelo BC. O resultado apresenta elevação de US$ 6,718 bilhões em relação ao estoque projetado para o mês de abril, de US$ 211,611 bilhões. O último dado fechado sobre a dívida externa brasileira é o do mês de março, quando estava em US$ 211,532 bilhões. A dívida de médio e longo prazo fechou em US$ 180,97 bilhões em maio, enquanto a dívida de curto prazo em US$ 37,359 bilhões.

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