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BC: G-20 discutirá regulação de transação financeira

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse hoje que a pauta de discussão das reuniões do G-20 e do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), que serão realizadas na capital paulista até segunda-feira, é a discussão de órgãos que possam regular as transações financeiras globais que extrapolem cada governo. Além disso, ele ressaltou que medidas fiscais também serão discutidas no intuito de que haja o retorno da atividade ao normal.

Agência Estado |

"Um dos fatores importantes da crise internacional foi a questão das regulamentações prudenciais, como o risco de crédito das instituições financeiras, principalmente das norte-americanas, que, com o tempo, se mostraram excessivas, com muita alavancagem", observou, durante rápida entrevista após palestra realizada na Amcham, em São Paulo.

Segundo ele, muitas instituições registravam um nível de empréstimo importante em relação a seu capital. Meirelles destacou que a regulamentação e a fiscalização das transações internacionais é hoje feita por cada país. E que, em geral, o Brasil é um dos países que dão mais atenção para isso. "Vamos discutir a crise do ponto de vista dos BCs e verificar quais medidas devemos tomar para sairmos dela", afirmou.

Depois do evento da Amcham, Meirelles teria um encontro com o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, cujo local e horário não foram divulgados. "Tenho reunião com Bernanke e, em seguida, com o senhor McCormick (David McCormick, subsecretário do Tesouro dos EUA para Assuntos Internacionais) para discutir conjuntura internacional", disse, ao acrescentar que Bernanke continuará à frente do Fed no governo Barack Obama porque seu mandato extrapola o do presidente George W. Bush.

Meirelles afirmou que os desdobramentos da crise vêm confirmando o que ele tem dito: que nenhuma economia é imune, principalmente quando se trata de uma crise severa como a de agora, em que os governos acabam tomando fortes atitudes. "O momento é de atenção para a serenidade; pânico não é produtivo", afirmou, citando que há razão para trabalho, pulso firme, mas também serenidade.

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