SÃO PAULO - O mercado pediu e o Banco Central atendeu. Há pouco, a autoridade monetária realizou o segundo leilão de compra no mercado à vista nesta quinta-feira.

A taxa fez mínima de R$ 1,723 antes da segunda atuação. Com taxa de corte de R$ 1,7309, a intervenção reduziu, pelo menos por ora, o ímpeto de queda, levando o dólar a ser negociado acima de R$ 1,730. Por volta das 15h20, o dólar comercial caía 1,02%, a R$ 1,732 na compra e R$ 1,734 na venda. Já no mercado futuro, o contrato de maio, negociado na BM & F, caía 1,11%, a R$ 1,7325. Atenção agora para o comportamento do BC e da moeda na sexta-feira, que marca a formação da Ptax (média das cotações ponderada pelo volume) que liquidará os contratos futuros."Temos que ver agora se o BC vai peitar os vendidos no vencimento de amanhã", disse operador que preferiu não se identificar. Vale lembrar que os estrangeiros carregam mais de US$ 4,3 bilhões em posições vendidas (apostas pró-real) e que é do interesse deles ter um dólar mais barato para rentabilizar essas posições. Os bancos, até onde se sabe, estavam zerados (vendidos no à vista e comprados no futuro), mas, pela força de baixa, não se descarta a possibilidade de que também estejam com posições vendidas líquidas, só que no mercado à vista. (Eduardo Campos | Valor)

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