Com o crise no mercado global, o dólar serviu de refúgio para os investidores nesta sexta-feira, em que as bolsas no mundo todo e o petróleo ampliaram as fortes perdas da semana. O temor provocado pelo impacto da crise de crédito na economia real nos países desenvolvidos em meio à ausência de qualquer anúncio de um plano de socorro dos países do G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) para o setor financeiro alimentou a falta de confiança e de perspectiva de um desfecho para a crise no curto prazo.

Por isso, os investidores elevaram a expectativa de outro corte de juro nos Estados Unidos, talvez ainda antes da reunião ordinária do Federal Reserve (Fed, banco central americano) marcada para os dias 28 e 29 deste mês.

No mercado interbancário doméstico de câmbio, o Banco Central fez hoje três leilões de venda direta de moeda (recursos que saem das reservas internacionais brasileiras) - um pela manhã e dois à tarde - e uma oferta de contratos de swap cambial, que apenas trouxeram alívio pontual e momentâneo às cotações do dólar. Segundo o BC, não há limite para a atuação no mercado cambial. Nessas operações de hoje, o BC vendeu 11.940 contratos de swap cambial equivalentes a US$ 589 milhões e cerca de US$ 850 milhões em espécie, estimou um operador. Mesmo assim, o dólar não perdeu fôlego e ultrapassou os R$ 2,30.

O dólar comercial fechou a sexta-feira cotado a R$ 2,32, em alta de 6,91%, na taxa máxima registrada no dia. É o valor mais alto desde 31 de maio de 2001. Somente nesta semana, o dólar comercial acumulou uma valorização de 13,5%. Em outubro, a moeda já subiu 21,98% e neste ano, 30,70%.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado nos contratos de liquidação à vista fechou hoje a R$ 2,325, em alta de 5,83%.

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