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BC faz leilão de US$ 1,62 bilhão para exportações

O Banco Central realizou ontem o primeiro leilão de empréstimo de dólares direcionados ao financiamento de exportações. No total, foram injetados no mercado de câmbio US$ 1,620 bilhão das reservas internacionais.

Agência Estado |

Em curto comunicado, o BC informou que quatro instituições venceram o leilão e receberão os dólares pagando a taxa do mercado bancário de Londres (Libor) de sexta-feira, de 4,13% ao ano, mais 0,11%.

Em até 10 dias, o montante deverá ser alocado em operações de financiamento do comércio exterior. Caso contrário, os bancos e seus dirigentes ficam sujeitos a penalidades como advertência, multa e inabilitação para trabalhar, além da devolução dos valores.

Segundo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o leilão foi "bem sucedido". Para Meirelles, medidas como essa permitirão a retomada da oferta de crédito. Ele voltou a dizer que os leilões serão realizados de acordo com a necessidade detectada pelo BC.

Como se trata de uma novidade no mercado cambial, analistas foram cautelosos ao avaliar a operação. A taxa de 0,11% acima da Libor foi preliminarmente considerada barata em comparação com os custos praticados no mercado externo, mas a vitória de apenas quatro instituições chamou a atenção, já que cerca de 50 bancos operam no segmento.

O leilão foi anunciado na semana passada para aliviar a situação dos exportadores que enfrentam dificuldades com a queda no volume de crédito. Com a crise, os bancos internacionais que suprem dólares para esse tipo de operação reduziram drasticamente o crédito para instituições brasileiras. O valor injetado ontem pelo BC supera todo o o volume de Adiantamentos de Contrato de Câmbio (ACC) liberados aos exportadores nos 10 primeiros dias de outubro - US$ 930 milhões. Em relação a setembro, o saldo caiu 61%.

O BC ainda atuou outras duas vezes, ontem, no câmbio. Uma foi por meio das operações de swap cambial, contratos em que oferece proteção contra a variação do dólar assumindo posição devedora na moeda americana, num total de US$ 789,2 milhões. A outra foi por meio de venda direta de moeda que, segundo um operador do mercado de câmbio, foi de US$ 300 milhões.

Mesmo assim, o dólar encerrou o dia estável, a R$ 2,117. O economista-chefe do BES Investimento, Jankiel Santos, disse que o BC tem atuado de forma focada, buscando atingir os problemas que detecta no câmbio. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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