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BC Europeu faz maior redução de juros da história do euro

Bruxelas, 4 dez (EFE).- O Banco Central Europeu (BCE) adotou hoje a maior redução de juros da história do euro, de 75 pontos básicos, após constatar o agravamento da crise econômica e a significativa moderação da inflação.

EFE |

Com a decisão tomada hoje pelo Conselho do BCE, a taxa na eurozona fica em 2,5%, índice mais baixo desde maio de 2006.

A autoridade monetária não descarta cortes adicionais nos próximos meses, embora seu presidente, Jean-Claude Trichet, afirme que esperará o efeito das decisões tomadas até agora (uma redução de 175 pontos básicos nos últimos dois meses).

Ao término da reunião realizada em Bruxelas, Trichet insistiu em que, devido sobretudo às turbulências financeiras, tanto a demanda global como a da eurozona seguirão dando mostras de fraqueza os próximos trimestres.

Segundo as novas previsões do banco emissor, revisadas em baixa, o PIB da eurozona crescerá este ano entre 0,8% e 1,2%, enquanto em 2009 estará entre uma queda da atividade de 1% e a estagnação.

Os riscos para estas previsões estão, além disso, "em baixa", recalcou Trichet, que alertou para a possibilidade de um impacto maior na economia da crise financeira, o aumento das tendências protecionistas e a correção desordenada dos desequilíbrios globais.

A respeito da inflação, o BCE atribuiu sua moderação (em novembro caiu 2,1% na eurozona) à diminuição dos preços das matérias-primas e à significativa desaceleração da economia.

A instituição com sede em Frankfurt prevê que esta tendência continue, aproximando-se do objetivo de estabilidade de preços -abaixo de 2%, mas próximo a essa taxa- e inclusive poderia chegar ao entorno de 1% no ano que vem.

Trichet lembrou, em qualquer caso, que a incerteza que ronda as previsões é "excepcionalmente elevada" e ressaltou que a instituição seguirá muito alerta para garantir a ancoragem firme das expectativas de inflação no médio prazo.

O presidente do BCE não quis precisar se houve discordâncias no Conselho de Governo sobre a decisão de hoje ou apostas por um corte maior e se limitou a assinalar que o rebaixamento de 75 pontos básicos se tomou por "consenso".

Ao ser perguntado pela política mais agressiva que estão aplicando outros bancos centrais, ressaltou que "cada um faz o que considera apropriado", levando em conta a situação de sua economia, seu mandato, suas prioridades e sua definição de estabilidade de preços.

Mas ressaltou que, em menos de dois meses, a autoridade monetária européia baixou os juros básicos em 175 pontos básicos (ao somar o corte de hoje aos das duas reuniões anteriores, de 50 pontos cada um), algo que não acontecia em nenhum dos países da atual moeda única desde a 2ª Guerra Mundial.

Sobre sua próxima reunião, assinalou: "não excluo nada, mas também não me comprometo a nada".

Reconheceu, no entanto, que o mercado de crédito segue sofrendo tensões e disse confiar em que logo as reduções das taxas comecem a surtir efeito para todo o canal de crédito, a fim de contribuir para a superação da crise financeira e para impulsionar a recuperação da atividade.

O presidente do BCE também se referiu na entrevista coletiva às medidas de política econômica para combater a recessão e pediu uma aplicação rápida das mesmas para ajudar a restaurar a confiança e dinamizar a concessão de créditos.

Os mercados financeiros já haviam descontado a redução de juros, o que baixou as taxas interbancárias.

O Euribor a 12 meses, referência das hipotecas na Espanha, por exemplo, ficou hoje em 3,77%, contra os 3,85% de ontem.

Por sua parte, o euro respondeu ao rebaixamento dos juros com uma ligeira alta, fechando o dia em US$ 1,2737, contra os US$ 1,2690 de ontem.

O BCE também anunciou hoje o rebaixamento da facilidade marginal de crédito , usada para a concessão de créditos overnight por bancos centrais nacionais, até 3% , assim como a facilidade de depósito , que remunera depósitos overnight em bancos centrais nacionais, até 2%, com efeitos a partir do próximo dia 10. EFE epn/jp

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