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BC estuda medidas extras para forçar repasse de recursos dos bancos

BRASÍLIA - O Banco Central (BC) estuda medidas adicionais para forçar os bancos grandes a circular os recursos no mercado, permitindo também que os bancos menores possam emprestar a pessoas físicas e empresas. Foi o que anunciou há pouco no Senado o presidente da autoridade monetária, Henrique Meirelles.

Valor Online |

Ele comentou que já houve melhora na concessão de crédito após as medidas adotadas pelo BC há duas semanas. Citou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que diminuiu a retração no crédito bancário verificada este mês.

No início de outubro, as concessões médias diárias dos bancos apontavam para uma queda de 18% ante setembro. Segundo Meirelles, "houve uma melhora" e outubro deve fechar com recuo de 5% perante o mês anterior.

O dirigente do BC falou aos senadores que o BC liberou depósitos compulsórios para que os bancos grandes pudessem comprar carteiras de crédito de bancos menores a fim de prover o sistema de liquidez. "Os compulsórios foram liberados apenas para compra de carteiras para que o sistema volte a ser irrigado de crédito e não fique concentrado apenas nos bancos grandes", disse. "Isso não está ainda ocorrendo na dimensão esperada. Já existe volume substancial de operações feitas, mas ainda não volume que nós achamos necessário. Portanto, estamos estudando e contemplando medidas adicionais para fazer com que esses recursos migrem através dos (bancos) médios e pequenos e cheguem na ponta", afirmou.

Reunidos em Brasília essa semana, mais de 3 mil empresários reivindicaram justamente medidas do governo que levem os bancos a voltar a emprestar.

Também na CAE o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que "o sistema bancário já respira com mais liquidez". Ele também comentou que o nível ainda não é satisfatório e prevê que, se em 15 dias houver um aumento no crédito, aí sim "o momento crucial da crise terá passado". Mantega disse que o governo vai trabalhar para garantir que em 2009 o crédito cresça "pelo menos em 15%" perante este ano de forma a garantir emprego e crescimento econômico.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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