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BC estima que 4 mil empresas têm interesse no crédito em dólar

As novas linhas de crédito em dólar com o uso das reservas devem ter prazo de um ano. A informação foi dada pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na reunião da equipe econômica com grandes líderes empresariais na quarta-feira, segundo o relato de empresários presentes.

Agência Estado |

O anúncio da nova operação será feito nos próximos dias e, diante de obstáculos legais e da necessidade de garantir o retorno do dinheiro ao BC, há grande chance de a iniciativa começar apenas com a participação dos bancos brasileiros.


Segundo participantes do encontro, Meirelles teria anunciado que o BC está concluindo os estudos e a formatação da operação, que vai permitir que dólares das reservas sejam emprestados às empresas com dívida no exterior.

A medida tenta aliviar os efeitos da falta de recursos externos por causa da crise financeira. Levantamento do BC mostra que existem atualmente cerca de 4 mil empresas que poderiam estar interessadas em tomar esses recursos. Esse grupo de companhias teria compromissos de cerca de US$ 20 bilhões a vencer neste ano. Já as reservas, de onde sairão os dólares, estão em cerca de US$ 204 bilhões.

Meirelles teria explicado que, como os dólares sairão das reservas, a operação deverá ter prazo semelhante aos títulos que compõem esse montante para que não haja distorção do perfil das reservas. Normalmente, o dinheiro das reservas é aplicado em títulos da dívida norte-americana de prazo relativamente curto, cerca de um ano. Por isso, o prazo do empréstimo deve ser limitado a 12 meses. As empresas que eventualmente tomarem os recursos do BC poderão renovar o empréstimo por mais um período que será definido nos leilões.

O presidente do BC também teria relatado aos presentes na reunião de quarta-feira que o principal obstáculo para o início dessas operações é apenas uma questão jurídica, especificamente relacionada às garantias dadas nos empréstimos.

O problema acontece porque o dinheiro que será emprestado às empresas terá de ser repassado por intermédio de um banco. Mas, diante da chance de quebra de instituições financeiras em meio ao cenário econômico atual, técnicos do Banco Central têm se debruçado sobre a legislação de vários países para verificar como o BC poderia receber os dólares emprestados em caso de quebra do banco intermediário na operação. A ideia é tornar a operação o mais segura possível para o BC.

Para contornar essa dificuldade, os primeiros leilões podem ocorrer apenas com a participação de bancos de capital brasileiro. No entendimento do BC, seria mais fácil reagir a uma eventual falta de pagamento se a operação envolver bancos brasileiros, que estão sujeitos, apenas, às regras nacionais.

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