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BC eleva projeção da dívida líquida a 40,8% do PIB em 2008

BRASÍLIA - O Banco Central (BC) elevou de 40,5% para 40,8% a projeção para 2008 da relação da dívida líquida do setor público com o Produto Interno Bruto (PIB). Apesar disso, a razão ficará abaixo dos 42,7% vistos ao fim de 2007.

Valor Online |

O motivo do ajuste foi a queda nas expectativas para o IGP-DI, índice que corrige o PIB usado pela autoridade monetária como referência para o cálculo da relação com a dívida.

Para setembro, a estimativa é de que a dívida caia para 38,9% do PIB, mesmo nível apurado em dezembro de 1998, frente aos 40,5% do PIB registrados em agosto. Nessa redução, o BC leva em conta que a taxa de câmbio deve fechar hoje, último dia do mês, em R$ 1,90.

O recuo projetado para setembro pelo chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, decorre da forte desvalorização mensal do real frente à moeda americana. Para cada 1% de depreciação cambial, há uma diminuição de 0,10 ponto percentual na relação da dívida com o PIB, e vice-versa.

A queda de 4,3% do real frente ao dólar em agosto, por exemplo, ajudou a retrair a relação dívida líquida versus PIB, que em julho estava em 40,8%.

Para chegar à projeção de 40,8% do PIB da dívida ao fim deste ano, Lopes considerou a reestimativa divulgada ontem pela autoridade monetária para a variação real do PIB sobre 2007, de 4,8% para 5%; juros médios apropriados sobre o estoque no ano em 12,3%; taxa de câmbio média a R$ 1,70 e IGP-DI (que corrige o deflator do PIB) em 9,74%.

O técnico do BC destacou que o recuo da dívida previsto para setembro é "mais um dos fundamentos positivos" a ajudar na blindagem do Brasil ao contágio da crise financeira externa. Ele afirmou que houve uma mudança positiva na composição do endividamento líquido do setor público, nos últimos anos.

Lembrou que, na megadesvalorização cambial de janeiro de 1999, a relação dívida líquida saltou de 38% para 45% do PIB, porque uma parcela significativa da dívida era atrelada ao câmbio. Hoje, o país é credor em moeda externa e toda vez que o preço do dólar encarece "o Brasil tem um ganho com a redução na dívida líquida sobre o PIB", complementou.

Em termos nominais, a dívida líquida do setor público atingiu em agosto a cifra de R$ 1,18 trilhão, inferior ao montante de R$ 1,19 trilhão registrado em julho último.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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