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BC do Japão e da Austrália lançam novas medidas contra a crise

Japão e Austrália anunciaram nesta terça-feira medidas contra a contração do crédito, um dos detonantes da crise mundial, que abriu uma brecha política na Europa e agravou o desemprego em países como a Espanha, com quase três milhões de desocupados.

AFP |

A entrada em recessão dos Estados Unidos, que levou na segunda-feira a Bolsa de Nova York a registrar a quarta pior queda de sua história (-7,7%), derrubou nesta terça-feira os mercados asiáticos.

Apesar de os mercados terem assumido a realidade de uma recessão nos Estados Unidos, os analistas destacaram que sua confirmação deixou os investidores ainda mais desanimados.

Para enfrentar a desaceleração da economia, o Banco Central da Austrália cortou nesta terça-feira sua principal taxa básica de juros em um ponto percentual, a 4,25%, seu mínimo em mais de seis anos.

Uma medida similar pode ser aplicada na quinta-feira pelo Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra.

No Japão, segundo economia mundial já em recessão, o Banco Central anunciou uma nova série de medidas para que as empresas enfraquecidas pela crise tenham acesso ao crédito.

A instituição japonesa adotou um plano similar em novembro de 1998, depois que uma série de bancos quebraram sob montanhas de dívidas podres.

Grandes entidades bancárias no mundo vêm falindo e sendo compradas na crise, que teve origem na implosão do mercado das hipotecas de alto risco (subprimes) nos Estados Unidos.

O Wall Street Journal informou que o secretário do Tesouro, Henry Paulson, apresentará nesta terça-feira um novo programa para facilitar as condições de crédito.

As medidas, financiadas em parte pelo plano de resgate de 700 bilhões de dólares aprovado pelo Congresso americano, facilitarão o acesso aos empréstimos para comprar automóveis, para os estudantes e e os cartões de crédito", destacou o jornaol.

A Comissão Européia anunciou que prevê aceitar novas ajudas para os bancos, em meio às críticas recebidas por sua rigidez diante das retiradas bancários.

"A Comissão aprovará antes de Barak uma série de possibilidades de ajudas adicionais para enfrentar a chegada da crise financeira à economia real", disse a comissária européia da Concorrência, Neelie Kroes.

Os ministros das Finanças da União Européia se encontram reunidos para discutir as propostas feitas semana passada pela Comissão européia para enfrentar a recessão econômica que ganhou o continente.

A França, que presidente a UE, submeteu aos ministros das Finanças da UE um testo com o essencial das propostas do executivo europeu e evocando uma ordem de grandeza de 1,5% do Produto Interno Bruto europeu para as medidas acumuladas de retomada. O que equivale a 200 bilhões de euros aproximadamente.

Mas ela continua prudente sobre a capacidade da Europa de atingir este nível no final das contas.

bur-app/lm

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