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Nova York, 18 ago (EFE).- O Banco Central do Brasil (BC) acredita que a taxa de inflação do país cairá para 4,5% no ano que vem, atingindo a meta do governo, assegurou hoje em Nova York o presidente da entidade, Henrique Meirelles.

Em reunião com investidores e representantes do âmbito financeiro, organizada pela Câmara de Comércio Brasileiro-Americana, Meirelles disse que dados recentes indicam uma tendência à queda dos preços "reforçam (a idéia de) que é viável reduzir a inflação à meta de 4,5% em 2009".

Segundo ele, há indícios de que a política monetária "começou a afetar as expectativas de inflação, controlando os efeitos de sua aceleração em 2008".

O BC tem fixada uma meta de inflação de 4,5% para este ano e até 2010, com uma margem de variação de dois pontos percentuais.

Em junho a inflação tinha aumentado a uma taxa anual de 6,37% e a subjacente se situava em 5,7%, explicou Meirelles.

Para combater as pressões inflacionárias, a autoridade monetária elevou em julho passado a taxa básica de juros em 0,75 pontos percentuais, para 13%.

Meirelles afirmou que as expectativas de inflação tinham aumentado desde o início do ano e agora as previsões são de que fique em 6,44% em 2008, "ligeiramente abaixo do teto previsto, mas orientando-se para o alvo (4,5 %) em 2009".

Segundo o presidente do BC, a entidade "está comprometida" a levar a inflação à meta estabelecida. Ele explicou que a previsão do mercado é de que a inflação fique em 5% no próximo ano, que caia para 4,5% em 2010 e em 2011 e que chegue a 4,45% em 2012.

Para Meirelles, esses cálculos "são uma indicação clara da credibilidade do Banco Central" em seu objetivo de situar a inflação dentro dos níveis estabelecidos.

Ele ressaltou também que a atividade econômica no Brasil se mantém "robusta" e se beneficia da estabilidade que mostrou durante os últimos anos e do aumento do poder aquisitivo dos brasileiros.

Outro dos fatores que contribuiu para esse comportamento propício foi o aumento da oferta de emprego nos últimos anos.

Meirelles lembrou que em um período de um ano, até junho, foram criados quase 1,9 milhão de postos de trabalho.

Como conseqüência da melhoria no mercado de trabalho, a taxa de desemprego mostra uma tendência decrescente e em junho ficou em 7,8%. EFE vm/ab/rr

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