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BC da Venezuela terá controle 'total' do câmbio

Tentando evitar uma queda ainda maior de sua moeda, o governo da Venezuela disse hoje que está temporariamente suspendendo o comércio de câmbio no mercado sem regulamentação, enquanto cria uma plataforma de negociação de alta tecnologia que pode eliminar a especulação no mercado de câmbio. Em coletiva de imprensa, convocada para explicar como as recentes restrições de câmbio vão funcionar, o ministro das Finanças, Jorge Giordani, disse que o banco central vai ter controle sobre as negociações de câmbio quando o mercado reabrir.

AE |

Tentando evitar uma queda ainda maior de sua moeda, o governo da Venezuela disse hoje que está temporariamente suspendendo o comércio de câmbio no mercado sem regulamentação, enquanto cria uma plataforma de negociação de alta tecnologia que pode eliminar a especulação no mercado de câmbio. Em coletiva de imprensa, convocada para explicar como as recentes restrições de câmbio vão funcionar, o ministro das Finanças, Jorge Giordani, disse que o banco central vai ter controle sobre as negociações de câmbio quando o mercado reabrir.

O ministro também indicou que as corretoras de câmbio poderiam ser excluídas da negociação e que continuariam a ser investigadas por irregularidades. O governo tem culpado corretoras "especulativas" pelos problemas com o bolívar. O presidente do banco central, Nelson Merentes, disse que o governo pretende criar algum tipo de banda de negociação para o mercado de câmbio flutuante, onde existe um preço mínimo e máximo para o bolívar.

A moeda já caiu 25% em relação ao dólar no mercado sem regulamentação e, recentemente, era negociada a 8 bolívares por US$ 1, quase o dobro da cotação oficial, que é de 4,3 bolívares por dólar. O governo quer diminuir a diferença entre as taxas oficial e flutuante. Analistas dizem que a banda de câmbio pode ser fixada entre 5 e 7 bolívares por US$ 1.

Críticos afirmam que o controle do governo pode tornar os problemas do bolívar ainda piores, já que poderia levar os investidores para um mercado negro que tornaria a especulação ainda maior. Isso poderia fazer com que a inflação, que já está a uma taxa anual de 30%, ficasse maior. Atualmente, a maioria dos preços ao consumidor de produtos importados na Venezuela é estabelecido pela taxa flutuante - e não pela fixa -, o que tem contribuído para o aumento da inflação.

O mercado sem regulamentação, na prática, já foi suspenso na semana passada, quando corretores receosos se recusaram a fazer transações antes de saber detalhes das novas regras. Os legisladores da Venezuela aprovaram as regras para o câmbio na semana passada e o presidente Hugo Chávez assinou o projeto de lei no domingo. As informações são da Dow Jones.

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