O Banco Central da Espanha assumiu a gestão do banco regional de poupança Caja de Ahorros Castilla La Mancha (CCM), o 12º banco de poupança do país, com ativos de 25 bilhões de euros (US$ 32,9 bilhões). É a primeira vez que uma instituição financeira do país é resgatada pelo governo desde o início da crise financeira mundial.

O governo espanhol informou ontem que o Banco Central vai assumir a gestão do banco e injetar liquidez para mantê-lo à tona. A instituição poderá receber cerca de nove bilhões de euros (US$ 11,8 bilhões) em empréstimos garantidos. Mas o ministro de Finanças da Espanha, Pedro Solbes, disse que espera que o custo final para o governo seja apenas uma fração desse valor. O Banco Central espanhol estima que inicialmente precisará de dois bilhões a três bilhões de euros, segundo o ministro.

Solbes minimizou o temor de que esse poderia ser o primeiro de uma série de bancos a serem resgatados na Espanha, uma vez que o setor tem sido seriamente atingido pelo colapso do mercado imobiliário. "O sistema bancário espanhol é extremamente saudável", disse Solbes, chamando a operação de salvamento do CCM de "incidente isolado". Ele acrescentou que o banco em questão tem menos de 1% dos ativos do sistema financeiro da Espanha.

O CCM, da província de Cuenca, sudeste espanhol, registrou um rápido aumento em títulos tóxicos como resultado de sua grande exposição ao mercado imobiliário. O ministro Solbes disse que a instituição continua solvente, mas teve problemas de liquidez por conta da forte retração do crédito interbancário. As informações são da Dow Jones.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.