A China indicou ontem que vai deixar sua moeda, o yuan, retomar em algum momento sua apreciação, como parte da retirada de políticas adotadas para reforçar a terceira maior economia do mundo durante a crise. A China está sob intensa pressão dos Estados Unidos e Europa para que abandone a política de controle cambial que desde meados de 2008 determina a cotação de 6,83 yuans por dólar, estabelecida para preservar a competitividade de suas exportações durante a crise.

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Em discurso realizado na sessão anual do Parlamento da China, o presidente do Banco Central, Zhou Xiaochuan, disse que o governo terá em algum momento que abandonar sua política "especial" para o yuan, parte de um conjunto de medidas emergenciais tomadas para amortecer o impacto ao crescimento.

"A prática mostra que essas políticas foram positivas, contribuindo para a recuperação tanto de nossa economia como da economia mundial," disse Zhou, em entrevista. "Cedo ou tarde surge o problema de como abandonar essas políticas", acrescentou.

A China terá de ser cuidadosa na retirada dos estímulos extras à economia que estabeleceu desde 2008.

O governo chinês teme uma onda de capital chegando à China se os especuladores sentirem que o yuan está se fortalecendo. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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