BRASÍLIA - O Banco Central (BC) adotou hoje duas medidas para preservar a liquidez dos bancos brasileiros em função da crise financeira internacional. As regras dão certa flexibilidade, de caráter pontual , aos recolhimentos compulsórios das instituições financeiras sobre depósitos à vista, a prazo, poupança e interbancários de leasing, mas sem mudança de alíquotas.

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A primeira medida triplica de R$ 100 milhões para R$ 300 milhões o valor a ser deduzido do cálculo do compulsório adicional de 8% sobre os depósitos à vista e a prazo. A mesma dedução se aplicará aos depósitos de poupança, cuja alíquota adicional é de 10%.

Esses recursos são recolhidos pelos bancos em títulos públicos federais, remunerados pela autoridade monetária pela taxa básica de juros Selic.

A outra decisão dá folga para as instituições financeiras atingirem a alíquota máxima de 25% do compulsório sobre depósitos interfinanceiros de leasing. Adotada em janeiro deste ano para tentar frear a aceleração do crédito, o BC fixou um escalonamento de prazos para o cumprimento paulatino da regra.

Assim, o prazo original para chegar ao teto de 25% desse compulsório foi adiado para 13 de março de 2009. Antes, a data prevista era 16 de janeiro do ano que vem.

Ainda no compulsório sobre o interfinanceiro das operações de arrendamento mercantil, houve outro adiamento. Os bancos só deverão atingir a alíquota de 20% em 16 de janeiro de 2009. Esse recolhimento tinha sido fixado para 14 de novembro.

Em nota, a autoridade monetária justifica que as medidas têm "o objetivo de preservar o sistema financeiro nacional dos efeitos da restrição de liquidez que vem sendo observada no sistema financeiro internacional".

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