Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

BC aprova fusão de Itaú e Unibanco, mas impõe limite para tarifas

SÃO PAULO - O Banco Central (BC) aprovou nesta quarta-feira a fusão entre Itaú e Unibanco dizendo que não vê prejuízo para a concorrência com a associação das instituições, mas determinou três condicionantes em relação às tarifas do novo banco. A operação formará a maior instituição financeira do país, com ativos totais de R$ 575 bilhões, tendo como referência o balanço de setembro passado.

Valor Online |

 

De acordo com o BC, o conglomerado deve se comprometer a adotar, por um ano, a tarifa mais baixa praticada por uma das instituições em 2 de janeiro de 2009 nos serviços prioritários listados na Circular 3.371, como confecção de cadastro, emissão de cheques, consultas a extratos e transferências, entre outros.

Além disso, passado este ano, os BC diz que, "se houver necessidade de majoração nos valores das tarifas nos cinco anos subsequentes, esse reajuste só poderá ocorrer naquelas tarifas que se encontrarem com valor inferior à média das tarifas cobradas pelos cinco maiores bancos, não podendo superar jamais essa média".

Além disso, o Banco Central determinou também que as pessoas jurídicas se beneficiem das "menores tarifas praticadas por um dos bancos".

Ao comentar a transação, o BC disse que a associação "contribui para a solidez do sistema financeiro nacional na atual conjuntura do mercado financeiro internacional".

O Banco Central afirmou que analisou a operação sob o aspecto societário e de concorrência. Em relação ao primeiro ponto, o órgão afirma que "a iniciativa enquadra-se na estratégia de longo prazo de ambas as instituições, na condição de empresas com vasta experiência no sistema financeiro nacional e de projeção internacional".

Sobre a concentração de mercado, o BC diz ter concluído que "a operação não acarreta prejuízos à concorrência nesse sistema, a despeito de elevar o poder de mercado do novo conglomerado em alguns mercados relevantes de produtos financeiros".

Diante deste maior poder de mercado, e dos ganhos de eficiência trazidos pela fusão, é que Banco Central decidiu impor as condicionalidades em relação às tarifas, "no sentido de compartilhar tais ganhos com a sociedade". De acordo com o BC, a decisão está em linha com metodologia usada por agências antitruste no país e no exterior.

Leia mais sobre bancos

Leia tudo sobre: bancositaúunibanco

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG