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O Banco Central (BC) fará hoje uma nova operação de empréstimo em dólar vinculado ao financiamento de exportadores, mas com regras diferentes para tentar ampliar o alcance dessas operações. Serão oferecidos em leilão até US$ 2 bilhões e cada banco poderá captar no máximo US$ 400 milhões.

A principal conseqüência das mudanças, anunciadas ontem, é a ampliação do grupo de instituições financeiras que podem participar do leilão.

Agora, qualquer banco que oferece crédito ao comércio exterior poderá tomar os dólares. Antes, só quem tinha títulos de dívida externa (os chamados Globals) poderia tomar os recursos do BC, pois só esses papéis eram admitidos como garantia do empréstimo.

A operação terá prazo total de seis meses. Mas, no novo modelo, ocorre em duas etapas. Na primeira, que vai de 7 de novembro a 7 de dezembro, o BC vende dólares com compromisso de recompra para que os bancos possam fazer os empréstimos aos exportadores - os chamados Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACCs) e de Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACEs). É esse período de um mês que as instituições terão para repassar o dinheiro aos exportadores. Em troca dos dólares, as instituições entregam reais.

"O objetivo é fornecer aos participantes uma linha em dólar para que possam realizar as operações de financiamento ao comércio exterior", disse o diretor de Política Monetária do BC, Mário Torós. "Isso proverá funding (recursos) para os bancos aplicarem em operações de comércio exterior."

Segundo Torós, caso as instituições não consigam fechar empréstimos para as exportações com os dólares do BC no prazo inicial de um mês, os recursos voltarão para a autoridade monetária, sem penalidade. "Se o BC emprestou US$ 100 na primeira parte, e os bancos emprestaram US$ 80, os US$ 20 restantes voltarão para o BC e os outros US$ 80 tornam-se o empréstimo com garantia."

Os financiamentos realizados na primeira fase serão, na etapa seguinte - de 8 de dezembro a 8 de maio de 2009 -, entregues à autoridade monetária como garantia do empréstimo que vence em maio de 2009. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.