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BBVA: América Latina se salvará de recessão pela primeira vez em crise global

Madri, 19 nov (EFE).- O presidente do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), Francisco González, disse hoje que, pela primeira vez em uma crise econômica global, a América Latina não entrará em recessão e em 2009 será uma das poucas regiões do mundo em ter um crescimento positivo, que ele avaliou em 2%.

EFE |

González fez estas apreciações durante seu discurso no X Fórum Latibex, no qual explicou que embora o futuro continue sendo incerto, a região latino-americana está melhor preparada para sair da crise do que em épocas passadas, graças às defesas desenvolvidas nestes últimos anos.

Entre estas citou o fato de que seu nível de endividamento é menor e que os países acumularam reservas durante o período de altos preços das matérias-primas.

Também disse que as contas fiscais e externas apresentam um saldo positivo na maioria dos países e os sistemas financeiros têm uma melhor supervisão, estão mais dotados de capital e não têm desajustes de prazos ou moedas.

Acrescentou que as reformas econômicas feitas nos anos 90 provocaram uma rumo a economias mais abertas, com um papel mais ativo do investimento privado e do mercado, ao mesmo tempo em que contribuíram para uma maior disciplina macroeconômica.

González assegurou que para o BBVA, a América Latina continua sendo "uma fonte de crescimento mundial no longo prazo" por causa da juventude de sua população, da melhora de sua educação e da disponibilidade de matérias-primas.

Mas ele advertiu que a região apresenta certos riscos, como por exemplo as exportações muito concentradas em algumas poucas matérias-primas ou que ainda existem "grandes espaços de informalidade" que limitam o acesso das pessoas e das pequenas empresas aos serviços financeiros.

Acrescentou que os Governos de alguns países continuam interferindo excessivamente na ação dos mercados e mudam freqüentemente as regras do jogo, "criando um clima pouco propício ao desenvolvimento de investimentos de longo prazo".

O BBVA investiu mais de US$ 14 bilhões na América Latina, onde conta com 26 milhões de clientes bancários e 5 milhões de inscritos em planos de pensões, empregando mais de 66.000 pessoas, quase 60% de seu quadro de funcionários, disse. EFE atm/ma

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