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BB vira o número 1 em São Paulo

A compra da Nossa Caixa transformou o Banco do Brasil (BB) no maior banco paulista, com 1.324 agências espalhadas pelo Estado, bem acima das 1.

Agência Estado |

240 unidades do Itaú-Unibanco. Além disso, o negócio transfere para a instituição federal um potencial de crédito pouco explorado pelo banco estadual.

A Nossa Caixa detém R$ 15,8 bilhões em caixa referentes a depósitos judiciais, cujo custo de captação é baixo. Até agora, explicam analistas, esse dinheiro não vinha sendo explorado de forma significativa e estava sendo aplicado em títulos públicos.

O volume total de depósitos do BB, que somava R$ 230 bilhões, agora atinge R$ 263 bilhões com o fechamento do negócio ontem. Nesse item, a instituição federal continua com a liderança isolada no ranking nacional. "Esse é um dado importante, que sinaliza o volume de recursos que o banco tem disponível a um custo mais baixo", explica o professor da USP e presidente do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad), Alberto Borges Matias.

Com a aquisição, o BB também terá à disposição cerca de 800 mil funcionários públicos do Estado para vender seu portfólio de produtos, que na Nossa Caixa era fraco, destaca o presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues. Segundo ele, o BB poderá retomar a liderança do ranking do maiores bancos do País antes do que muitos imaginavam. A explicação está na sobreposição entre 20% e 25% dos clientes do Itaú-Unibanco, o que não deve ocorrer com a Nossa Caixa.

A aquisição anunciada ontem, aliada às últimas medidas do governo para estimular a economia durante a crise, vai fortalecer áreas até então pouca expressivas no BB. Segundo analistas, o banco demorou para entrar em alguns mercados, como o de financiamento de veículos, cuja participação no mercado era de 3,5% e somava R$ 5 bilhões. Só o pacote anunciado para financiar o setor automobilístico é de R$ 4 bilhões, sem contar os R$ 4 bilhões da Nossa Caixa, que serão incorporados ao balanço do banco federal. Isso deve mudar o market share (participação) de vários segmentos.

Se confirmada a negociação com o Banco Votorantim (BV), essa modalidade de crédito sairá ainda mais fortalecida no Banco do Brasil. De acordo com dados do último balanço, a carteira de financiamento de veículos do BV somou R$ 17,9 bilhões em junho.

Ontem, o presidente do BB, Antônio Francisco de Lima Neto, reconheceu que a instituição está aproveitando as oportunidades criadas pela crise para crescer. Segundo ele, o BB comprou, até agora, o equivalente a R$ 8 bilhões em carteiras de crédito de terceiros- operações que foram estimuladas pelo Banco Central (BC) com a redução dos depósitos compulsórios para elevar a liquidez no sistema financeiro nacional.

Ainda segundo ele, a carteira de crédito total do BB cresceu 4,5% em outubro na comparação com setembro. Em números absolutos, foram R$ 8 bilhões. Só em Adiantamentos de Contratos de Câmbio (ACCs), as operações somaram US$ 1,45 bilhão, um recorde.

Apesar disso, ele negou que o BB esteja sendo agressivo. "Essa palavra tem o viés de traduzir algo como irresponsabilidade e não é o caso", disse. Segundo ele, o BB tem um instrumental para buscar as aquisições e oportunidades, mas não vai comprar o que vier pela frente. "Estamos atuando em coisas absolutamente naturais, onde o BB tem um histórico de atuação, sem abrir mão, um milímetro, da boa técnica bancária. Por exemplo, a aquisição de carteiras é um excelente negócio para o BB."

Ele não esconde, porém, que o objetivo é voltar à liderança do ranking nacional. "Não se consegue imaginar o Banco do Brasil, com esse nome, não estando no bloco de liderança.Com a aquisição, definitivamente estamos no bloco de liderança. Mesmo com a operação dos outros concorrentes, mantemos a liderança no crédito."

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