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BB vai propor reforma no sistema de crédito rural

O Banco do Brasil vai propor ao governo uma profunda reforma no sistema de crédito rural, a fim de deixar o agronegócio menos exposto às oscilações do mercado financeiro e também mais atrativo para investidores. Entre os principais itens que estarão na proposta, que deverá estar pronta no início de 2009, estão o volume de recursos a serem aplicados no setor, a taxa de juros cobrada nos financiamentos, a definição de uma política de garantia de renda e a ampliação dos agentes financiadores do agronegócio.

Agência Estado |

Segundo o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Luis Carlos Guedes Pinto, a idéia é reunir um pequeno grupo de representantes do setor privado, especialistas em crédito rural e executivos do BB para discutir a proposta ainda este ano. "Isso aconteceria num pequeno seminário para elaborar as mudanças necessárias", disse Guedes Pinto, que já esteve sentado na cadeira de Ministro da Agricultura, antes do atual executivo da Pasta, Reinhold Stephanes.

O ex-ministro lembrou que é preciso diversificar as fontes de financiamento do agronegócio, que hoje se concentram entre recursos dos próprios agricultores, linhas tomadas junto às tradings (comercializadoras) e os financiamentos do governo. "Hoje, as fontes de recursos controlados estão aquém das necessidades do setor. Os produtores são obrigados a recorrer às tradings que cobram taxas elevadas para financiar o setor", disse Guedes Pinto.

Liberações

Apesar das reclamações do setor produtivo de que os recursos disponibilizados pelo governo federal não estão chegando aos produtores, Guedes Pinto informou hoje que as liberações do banco tiveram um crescimento de 40% entre janeiro e outubro deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o executivo, nos dez primeiros meses do ano o Banco do Brasil aplicou no agronegócio cerca de R$ 11 bilhões.

Segundo ele, a sensação dos produtores de que os recursos não estão chegando ao campo se deve à retração no crédito que ocorreu devido à crise internacional. "Isso afastou as tradings, que eram responsáveis por financiar cerca de 30% das necessidades do agronegócio por safra", afirma Guedes Pinto. Para ele, apesar de o Banco do Brasil ter ampliado as liberações, existe uma carência de crédito para o agronegócio, especialmente no Centro-Oeste.

O ex-ministro disse que acredita ser difícil aumentar a disponibilidade de recursos para financiar a safra no curto prazo, já que um volume maior de capital dependeria do orçamento e também do acerto de alguns produtores em relação às renegociações das dívidas. "Precisamos implementar mecanismos de garantia de renda ao produtor e com subsídio do governo para esse tipo de seguro", defendeu Guedes Pinto, da mesma forma que o governo já atua no seguro da produção, pagando 50% do valor do seguro.

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