SÃO PAULO - Apesar da forte queda das suas ações nos últimos dias, em conjunto com os demais papéis do sistema financeiro, o Banco do Brasil (BB) fez uma teleconferência hoje com analistas para ressaltar os fundamentos de seu balanço e para informar ao mercado que vê a crise como uma oportunidade para aumentar seus negócios. O BB informou que as medidas anunciada pelo Banco Central para redução do recolhimento compulsório liberaram R$ 11,4 bilhões em recursos para o banco. Segundo a instituição, o saldo de depósitos do banco era de R$ 214 bilhões ao final de setembro, com avanço de 5,4% sobre o montante de junho deste ano. No caso dos CDBs, o estoque avançou 12,4%, para R$ 55,1 bilhões, enquanto o custo médio de captação se manteve praticamente estável, em cerca de 97,5% da Selic.

Em relação à compra de carteiras de crédito de instituições menores, incentivada agora pelo BC, o Banco do Brasil disse que já adquiriu R$ 1,5 bilhão nos últimos 18 meses e que está analisando propostas para comprar mais R$ 3 bilhões atualmente.

O banco falou também das operações de derivativos cambiais, que têm causado grandes perdas para algumas empresas e gerado receio sobre o risco de inadimplência sobre esses contratos. O BB disse que suas operações de swap estão sendo "monitoradas de maneira intensa" e que até o dia 1º de outubro tinha a receber dos seus clientes R$ 614,5 milhões e a pagar R$ 243,0 milhões, com efeito líquido positivo de R$ 371,5 milhões.

(Valor Online)

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