O Banco do Brasil deve ampliar em 20% os recursos para o financiamento da safra agrícola 2010/2011, disse hoje o vice-presidente de agronegócios da instituição, o ex-ministro da Agricultura Luís Carlos Guedes Pinto. De acordo com ele, a atual safra deve destinar R$ 30 bilhões em recursos para os produtores, o que significaria que na próxima safra, a partir de julho, o valor total poderá atingir R$ 36 bilhões, se as previsões forem concretizadas.

O Banco do Brasil deve ampliar em 20% os recursos para o financiamento da safra agrícola 2010/2011, disse hoje o vice-presidente de agronegócios da instituição, o ex-ministro da Agricultura Luís Carlos Guedes Pinto. De acordo com ele, a atual safra deve destinar R$ 30 bilhões em recursos para os produtores, o que significaria que na próxima safra, a partir de julho, o valor total poderá atingir R$ 36 bilhões, se as previsões forem concretizadas.

De acordo com Guedes, o porcentual de crescimento dos recursos para custeio, investimentos e comercialização também será de 20% entre a safra 2009/2010 e a 2010/2011, apesar de uma previsão anterior de 30% de aumento. "O aumento nos recursos para o crédito agrícola foi menor porque o custo de produção foi menor e não porque houve menos financiamento; na soja, por exemplo, área financiada cresceu 60% nesta safra", disse.

Até março, o Banco do Brasil liberou R$ 26 bilhões em crédito e os R$ 4 bilhões restantes da safra 2009/2010 devem ser destinados, principalmente, para linhas de comercialização e até mesmo de investimentos, que serão feitos agora para a próxima safra.

Guedes participou hoje da abertura da Agrishow 2010, em Ribeirão Preto (SP). Na feira, o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil anunciou a liberação de uma nova linha de crédito, de R$ 20 milhões, para os produtores de borracha natural no Estado de São Paulo, com juros de 6,75% ao ano. O produtor terá até 12 anos para pagar com até sete anos de carência. A carência máxima coincide com o período que a seringueira começa a produzir, com o auge da coleta do látex entre nove e dez anos. O teto de financiamento será de R$ 100 mil por tomador, limitado a R$ 7 mil por hectare.

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