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BB pode pagar até R$ 7 bi por Nossa Caixa

O Conselho de Administração do Banco do Brasil discutiu ontem a compra de instituições financeiras e definiu o modelo de incorporação para assumir o controle do Banco do Estado do Piauí. As outras instituições que o BB quer comprar são a Nossa Caixa, o Banco de Brasília e o Banco Votorantim.

Agência Estado |

Dos três, apenas as negociações com o Votorantim não são confirmadas oficialmente pelo BB. Mas na reunião de ontem os integrantes do conselho discutiram a estratégia e a política de negócios que o banco adotará em cada um dos casos.

No caso da compra do Banco do Piauí, com negociações avançadas, a solução saiu ontem mesmo. Enquanto o Conselho do BB avaliava as opções de compra, uma reunião extraordinária do Conselho de Administração do Banco do Piauí aprovou a incorporação ao BB. Em relação aos outros casos, a conclusão das negociações pode ocorrer nos próximos dias. O BB, no entanto, não divulgou informações sobre a reunião do Conselho de Administração para não infringir as regras da Conselho de Valores Mobiliários (CVM), que exige um comunicado ao mercado sobre a compra de bancos.

A negociação com a Nossa Caixa está perto de ser fechada, mas depende de três acertos, envolvendo diferentes combinações de preço, condições de pagamento e prazo. As negociações de preço têm variado entre R$ 6,4 bilhões e R$ 7 bilhões. O governo de São Paulo quer receber à vista. Já o BB quer concluir o pagamento em três anos. Enquanto o governador José Serra quer que todo o valor seja pago em dinheiro, o governo federal quer que uma parte do pagamento seja feita em ações do Banco do Brasil.

As negociações em torno da Nossa Caixa começaram no início do ano em paralelo com a tentativa do governo de São Paulo de privatizar as Centrais Elétricas de São Paulo (Cesp). Mas a venda da Cesp fracassou depois que o governo federal se negou a renovar concessões das hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira. Uma fonte graduada do governo de São Paulo negou que uma eventual venda da Cesp tenha voltado à mesa de negociações. Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

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