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BB negocia compra do Banestes

BRASÍLIA - Um dia após a aprovação da Medida Provisória 443, que dá o direito aos bancos públicos de adquirir outras instituições, o Banco do Brasil anunciou ontem que começou a negociar a compra do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes). Detalhes sobre o valor do negócio devem ser anunciados em quatro meses, mas o banco federal já anunciou que o principal interesse na instituição estadual é a folha de pagamento dos servidores do governo capixaba. A ideia do banco federal é ganhar força para competir com os concorrentes privados.

Agência Estado |

O vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Luiz Mendes, explicou que os dois bancos usarão os próximos 30 dias para contratar consultorias especializadas para a avaliação do valor de mercado do banco estadual. Essas empresas terão cerca de 90 dias para chegar a um valor para o negócio. De posse das cifras, as partes sentarão à mesa para iniciar as conversas sobre os detalhes da compra.

Aldo Mendes explicou que a intenção do BB, presidido Antonio Francisco de Lima Neto, é que a folha de pagamentos dos cerca de 60 mil servidores ativos e 25 mil inativos do governo capixaba permaneça no Banestes. O banco federal também quer que os negócios do governo do Espírito Santo continuem na instituição.

Para o BB, esse tem sido o principal atrativo nos bancos estaduais adquiridos recentemente. Foi o que aconteceu com o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e Banco do Estado do Piauí (BEP). Atualmente, o BB também negocia a incorporação da Nossa Caixa e do Banco de Brasília (BRB).

Segundo Aldo Mendes, a ideia é comprar o Banestes e não incorporá-lo, como o negócio feito com o Besc. Se concretizada, a aquisição do banco capixaba será a primeira realizada sob a nova MP 443. Com essa Medida Provisória, o governo tenta dar mais musculatura aos maiores bancos públicos brasileiros - BB e Caixa Econômica Federal - para enfrentar a concorrência que fechou uma série de fusões e aquisições nos últimos anos.

Esse movimento culminou na união entre Itaú e Unibanco, que formaram no ano passado o maior banco brasileiro, ultrapassando inclusive o BB. Mas segundo o vice-presidente do BB, mesmo com o Banestes, o BB não alcança o Itaú/Unibanco.

A necessidade de mais fôlego dos bancos públicos foi acentuada em setembro do ano passado, com a eclosão da crise financeira, que travou o mercado de crédito entre as instituições privadas.

Na visão do governo, BB e Caixa podem manter o mercado de crédito aquecido com aumento das concessões de empréstimos e redução das taxas de juros e spreads bancários, que é a diferença entre a taxa paga pelo banco para captar o dinheiro e o juro cobrado do cliente.

Em setembro de 2008 - o dado mais atual no Banco Central, o Banestes ocupava o 30º lugar entre as maiores instituições financeiras do Brasil. Na época, o banco possuía ativos de R$ 9,1 bilhões e o lucro líquido do terceiro trimestre do ano passado somou R$ 36,3 milhões.

Os valores são bem modestos se comparados aos do BB, que na época - antes da fusão Itaú/Unibanco - ainda era o maior banco do País. Os ativos da instituição federal somavam R$ 444,7 bilhões no fim de setembro e o lucro do BB no trimestre somou R$ 1,866 bilhão. O Banestes vai agregar apenas 2% aos ativos do BB.

Mendes minimizou o fato de que a operação não vá garantir o primeiro lugar no ranking dos maiores bancos. "Não é isso que move a gente. Nos preocupamos mais com as questões qualitativas", disse o vice-presidente do Banco do Brasil.

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