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BB já usou R$ 6 bilhões para dar liquidez a bancos menores

SÃO PAULO - O Banco do Brasil (BB) já alocou R$ 6 bilhões para aumentar a liquidez de dez bancos de menor porte. De acordo com o vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Mendes, cerca de 80% deste valor refere-se à compra de carteiras de crédito e outros 20% são empréstimos com prazos de 60 a 180 dias, que usam as carteiras como garantias.

Valor Online |

Nessas transações, 90% envolvem operações de crédito consignado, de menor risco, e o restante financiamento a pessoa jurídica e veículos.

Ele explicou que metade deste montante, ou cerca de R$ 3 bilhões, já foram desembolsados, enquanto a outra metade está em processo final de contratação.

Segundo o executivo, esses recursos são parte dos R$ 11 bilhões em compulsório devolvido pelo Banco Central ao BB. Ele acrescentou que os R$ 5 bilhões poderão ser usados nas futuras operações de aquisição ou fusão autorizadas a partir de hoje pela Medida Provisória 443.

Mendes rejeitou a alegação de que BB estaria substituindo o BC nas operações de redesconto, ao fazer empréstimo de curto e médio prazo para bancos menores com problemas de liquidez. Segundo ele, os empréstimos são duas vezes maiores que a garantia oferecida e prevêem "taxas bastante atrativas" para o Banco do Brasil.

O vice-presidente do banco não quis revelar quanto comprou do total de US$ 1,62 bilhão vendido pelo BC em leilão para repasse a exportadores na última segunda-feira. "Não foi tudo", disse, afirmando que tem uma posição líquida de US$ 1,1 bilhão em Global Bonds brasileiros, que é o tipo de papel exigido como garantia para essa operação. Ele acrescentou que é interesse do BB buscar alternativas para ajudar o setor exportador, já que o banco estatal detém 30% desse mercado.

Mendes negou que o banco estatal esteja sendo pressionado pelo governo para ajudar o BC a resolver o problema de escassez de liquidez do sistema financeiro. "Não há qualquer pressão para fazer isso ou aquilo. Tudo é negocial."
(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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