O vice-presidente de finanças do Banco do Brasil, Aldo Luiz Mendes, informou ontem que a instituição já realizou operações de R$ 3 bilhões envolvendo carteiras de crédito de outras instituições financeiras. Nesse montante, estão operações efetivas de compra de carteira de bancos, mas também empréstimos com garantia de carteira de crédito, que ele negou ser uma espécie de redesconto feito pelo Banco do Brasil.

O redesconto é uma operação de crédito feita pelo Banco Central e é acessada por bancos em dificuldades.

Segundo Aldo Mendes, nas operações de empréstimo a garantia (carteira de crédito) tem de ser duas vezes superior ao volume financiado, o prazo das operações é de até 180 dias e os custos são os "praticados no mercado". Ele destacou que o banco não está fazendo esse tipo de crédito no tradicional mercado interbancário porque nele não há garantias, o que em momento de crise se torna mais importante. "A operação tem que ser absolutamente segura."

Dentro dos R$ 3 bilhões já realizados, Mendes diz que 80% foram compras efetivas de carteiras e 20%, empréstimos. Segundo ele, o banco negocia outros R$ 3 bilhões em carteiras de crédito, estudando adquirir algumas ligadas a financiamento de veículos e pessoa jurídica. Mas até agora o banco tem dado prioridade à compra de crédito consignado.

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