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BB ficará com depósitos judiciais da Nossa Caixa até 2017, diz Serra

SÃO PAULO - No acordo de venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil (BB) ficou estabelecido que os depósitos judiciais ficarão com o banco federal até 2017. Já a folha de pagamento do funcionalismo público do estado, que já é de controle da Nossa Caixa, continuará nas mãos do BB até 2012, conforme contrato estabelecido em 2007.

Valor Online |

Outro compromisso firmado pelo governo paulista será transferir o total de ações da Nossa caixa em seu poder (71,25% do capital total e votante) para o Banco do Brasil logo após o pagamento da primeira parcela da aquisição, em março de 2009.

Essa foi a contraparte que o governo paulista estabeleceu para que o Banco do Brasil fizesse concessões como manter o atendimento nos 645 municípios do Estado de São Paulo, incorporar a Nossa Caixa em um ano e integrar todos os funcionários do banco estadual ao banco federal. Além disso, o governo de SP vai nomear um membro do conselho de administração e um membro do conselho fiscal a partir de uma lista de indicações do BB.

Serra negou que a negociação para renovação das concessões das geradoras da Cesp tenham entrado na negociação de venda do banco e classificou essa hipótese como "bobagem". "Nunca se falou de ambos os assuntos no mesmo momento", afirmou. Ele admitiu, entretanto, que o futuro da Cesp depende do Grupo de Trabalho coordenado pelo Ministério de Minas e Energia para avaliação das concessões de geradoras, incluindo as da estatal paulista.

O governador disse ainda que a venda da Nossa Caixa não foi fechada ontem em reunião com presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas pelos executivos de ambas as instituições, que concluíram a transação na manhã deste feriado, na secretaria da Fazenda de Sãio Paulo.

Questionado sobre o capital político adquirido com essa negociação, Serra limitou-se a afirmar que a decisão foi baseada "no interesse público". "Foi uma boa coisa para o Banco do Brasil e uma boa coisa pelo nosso lado, resolvida sem política no meio", disse.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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