BRASÍLIA - O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal anunciaram crédito de R$ 8 bilhões para o financiamento da casa própria de até 1,3 milhão de servidores públicos federais, ativos e inativos. O crédito terá taxas pós-fixadas entre 8,40% e 11,5% ao ano, com financiamento integral do imóvel de até R$ 350 mil por um prazo de 30 anos, incluindo o imposto de transferência, em caso de imóvel usado.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira no Ministério do Planejamento, cujo ministro, Paulo Bernardo, enfatizou ser mais uma medida para impulsionar o escoamento do crédito nesse momento de crise de liquidez internacional. "É uma forma de fazer com que o crédito continue crescendo, nesse momento difícil " , ele afirmou.

A ênfase de remar contra a crise de crédito foi seguida pela presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho e pelo presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto. "Os bancos públicos estão agindo para minimizar os efeitos maléficos" da crise, disse o presidente do BB. "A valorização do servidor público é importante num momento de crise como esse", disse Maria Fernanda.

A presidente da Caixa informou que a instituição tem R$ 4 bilhões para o programa, "nas melhores condições do mercado". Em rápido discurso, Lima Neto não informou o valor da linha, driblou a imprensa e saiu sem dar entrevista para não falar sobre a compra do banco paulista Nossa Caixa.

Mas o ministro Paulo Bernardo disse ao fim da solenidade que o BB também terá R$ 4 bilhões para o convênio com o servidor público, que prevê o desconto em folha das mensalidades do financiamento, que terá como lastro os recursos da caderneta de poupança.

O convênio permite a aquisição de imóveis novos ou usados, além de condições diferenciadas em crédito para reforma. Na linha destinada à aquisição de material de construção da caixa, o servidor federal terá até 60 meses para pagar.

Maria Fernanda Coelho também informou que a Caixa terá R$ 10 bilhões em 2009 para o crédito consignado, cerca de 25% superior ao valor da carteira neste ano, "com a manutenção" das taxas cobradas atualmente. Os juros variam entre 1,49% e 2,35% ao mês para trabalhadores do setor privado, e de 0,9% a 2,35% para aposentados e servidores federais da ativa. 

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