Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

BB admite dificuldade para crédito externo

O presidente do Banco do Brasil, Antônio Lima Neto, admitiu que os bancos enfrentam maior dificuldade obter crédito externo com a crise internacional, mas assegurou que o BB vai continuar renovando as linhas de financiamento de comércio exterior. Segundo ele, não há luz vermelha para as linhas do BB e a situação está sobre controle.

Agência Estado |

"No que diz respeito às linhas externas para financiamento de comércio exterior, existe estreitamento de prazo e cotação de lotes menores do que vínhamos cotando, mas está sob controle. Não temos nada de luz amarela, de luz vermelha." Lima Neto comentou ainda as medidas adotadas ontem pelo Banco Central para prover liquidez ao mercado, observando que, no caso do BB, elas terão efeito "residual".

O presidente do BB disse que a instituição continua atendendo à necessidade das empresas. Ele evitou, porém, fazer previsões sobre quando as linhas externas se normalizarão. "Estamos dependendo da captação lá fora. O momento - vocês hão de convir - é de uma situação bastante difícil, mas o BB continua atendendo. Nós somos líderes no financiamento do comércio exterior e, a princípio, neste momento, dá para atender, mas vamos continuar observando e renovando as linhas", disse ele, que se reuniu ontem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Segundo Lima Neto, não está difícil administrar a situação de maior restrição de crédito, porque o banco tem boa base de captação no País, e é a maior instituição financeira do País em crédito e depósitos. "A liquidez interna para o BB está extremamente tranqüila. O comércio exterior tem esse fato, que independe de nós, mas o Banco do Brasil administra muito bem a situação, e temos conseguido atender", acrescentou.

Segundo o presidente do BB, as linhas domésticas estão "perfeitas". Na avaliação de Lima Neto, a elevação das taxas de financiamento é "natural". Ele disse, no entanto, que essa alta "não pode ser caracterizada como forte, dado o estreitamento de prazo e o esgotamento das linhas".

Lima Neto comentou também a agressividade dos grandes bancos, que estão oferecendo rentabilidade mais alta para aplicações em CDB e disse que o importante, nesse mercado, é uma boa rede de captação. "A captação de varejo tem-nos ajudado, é do negócio tradicional do Banco do Brasil. Nós temos conseguido transitar muito também nesse aspecto."

O executivo também informou que as negociações para a aquisição da Nossa Caixa ainda não estão fechadas. " Permanecemos em conversas e negociações."

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG