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Basf vai reduzir produção em 180 fábricas

A alemã Basf anunciou ontem a redução da produção em conseqüência da queda da demanda mundial. A decisão vai atingir 80 fábricas espalhadas pelo mundo, que serão fechadas temporariamente.

Agência Estado |

Outras 100 terão a produção reduzida. Ao todo, 20 mil funcionários serão afetados pelas medidas - 5 mil só na sede, em Ludwighafen. Não haverá demissões num primeiro momento. Em comunicado oficial, o presidente da multinacional, Jürgen Hambrecht, não disfarçou o tom pessimista. "É difícil prever o desenvolvimento para o próximo ano. A Basf está se preparando para tempos difíceis", disse.

Na operação global, as áreas mais afetadas com a crise são as da indústria automobilística, têxtil e da construção. A redução da capacidade entra em vigor a partir de janeiro de 2009. De acordo com o comunicado da empresa, se a medida de horários flexíveis não surtir efeito, não se descarta a possibilidade de reduzir as jornadas.

O Brasil, no entanto, não será afetado pelas medidas, de acordo com o vice-presidente de Químicos da Basf no País, Fernando Figueiredo. A empresa emprega no Brasil cerca de 3,5 mil pessoas, espalhadas por oito fábricas. Na América do Sul, são 5 mil trabalhadores e 22 unidades de produção. "Não é possível dizer hoje quanto tempo vão durar essas medidas. Esperamos que terminem o mais rápido possível", disse.

Mas, apesar de ter escapado do programa de contenção, a subsidiária brasileira tem sentido os efeitos do desaquecimento em alguns setores. A maior queda foi no segmento automobilístico. Em novembro, as vendas nessa área caíram entre 30% e 40%, segundo Figueiredo. O executivo teme que a mesma retração aconteça no segmento de eletrodomésticos, também abastecido pelos insumos da Basf. "No fim do ano isso ainda não deve acontecer, porque as vendas do Natal ajudam bastante o segmento. Mas, como as vendas dependem muito do crédito, hoje mais restrito, é bem provável que sintamos uma queda", explicou.

Uma área em que se esperava redução, mas que por enquanto tem se mantido estável, é a de construção. Até agora, não houve queda nas vendas da Basf no setor, apesar do clima de instabilidade entre as construtoras brasileiras.

As vendas da subsidiária brasileira da Basf, de acordo com Figueiredo, devem crescer perto de 50% este ano. "É a diversificação de áreas e de portfólio que nos permite estar menos sensíveis às incertezas da economia", disse.

A operação do Brasil tem recebido nos últimos anos entre US$ 70 milhões e US$ 100 milhões de investimentos. "Essa programação não vai mudar só porque há uma crise. O Brasil vai continuar no mesmo ritmo dos anos anteriores", garante.

A previsão da empresa para as operações na América do Sul é de investir entre 2008 e 2012 um total de 200 milhões, em projetos de modernização e expansão. Entre as áreas de atuação do grupo estão produtos químicos, plásticos, poliuretanos, nutrição animal, química fina (cosméticos, farmacêuticos, nutrição humana), tintas imobiliárias (marca Suvinil) e para repintura automotiva, catalisadores e químicos para construção.

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