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Base de comparação elevada e calendário levam à estabilização da produção industrial em maio

RIO - A produção industrial mostrou sinais de estabilização em maio, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Silvio Sales, coordenador de indústria do instituto, os resultados do primeiro semestre ainda são influenciados por uma base favorável na comparação com igual período do ano anterior, embora, na margem, a estabilização seja mais perceptível, uma vez que, desde outubro, a produção oscila em torno de um patamar elevado.

Valor Online |

A partir de maio do ano passado é que houve aceleração da produção, com estabilidade a partir dos últimos meses de 2007 , frisa Sales, acrescentando que o efeito calendário, com dois dias a menos em maio deste ano, contribuiu para a desaceleração da produção, que subiu 2,4% em comparação com maio do ano passado. Em abril, o avanço havia sido de 10% frente a abril de 2007.

A tendência de estabilização contribuiu ainda para uma queda de 0,5% na atividade industrial na comparação com abril. O resultado representou o segundo recuo nesse tipo de comparação em 2008, depois da queda de 0,5% em fevereiro.

A redução mais destacada entre abril e maio foi de veículos automotores, com baixa de 5,5%, representando o maior impacto para a retração de 0,5% na produção industrial. Os veículos automotores vêm de altas muito fortes e, em abril, o nível atingido havia sido recorde , diz Sales.

O coordenador destaca ainda o recuo de 4,9% do grupo de bens de capital em relação a abril. A diminuição foi a maior desde os 6,5% de julho de 2005. Apesar do tombo, Sales assegura que não há tendência de reversão na trajetória dos bens de capital, que acumulam alta de 16,3% em 2008 e de 19,2% em 12 meses.

Sales pondera que as sondagens com industriais realizadas até agora não mostram sinais de reversão de tendência de expectativas, apesar da inflação e das taxas de juros em trajetórias ascendentes. Teremos que ficar atentos às próxima sondagens, mas até maio não houve reversão de expectativas , afirma.

Ele lembrou que os comportamentos mais fracos verificados em maio - além de bens de capital, os bens de consumo duráveis caíram 1,3% em relação a abril - aconteceram em setores com base de comparação alta, como os automóveis.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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