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Barril do WTI sobe 2,9% e fecha a US$ 71,85 em Nova York

Nova York, 17 out (EFE).- O barril de Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) subiu hoje 2,9% e fechou a semana a US$ 71,85 na Bolsa Mercantil de Nova York, em meio a expectativas de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduza sua oferta na reunião que realizará na próxima semana.

EFE |

Ao final do pregão na Bolsa Mercantil de Nova York (NYMEX), os contratos do petróleo WTI para entrega em novembro subiram US$ 2 e fecharam a mais de US$ 70 por barril, após ter ficado abaixo desse nível na quinta-feira, pela primeira vez desde agosto de 2007.

O barril do WTI fechou naquele dia a US$ 69,85 por barril e era o terceiro pregão consecutivo no qual terminava com uma forte queda.

No entanto, hoje essa tendência mudou, um dia depois que a Opep decidiu antecipar para a próxima sexta-feira a reunião de emergência que tinha convocado para 18 de novembro, para estudar a situação econômica e financeira em nível mundial e a repercussão nos mercados petrolíferos.

Os especialistas prevêem que essa organização reduzirá suas cotas de produção para frear a persistente queda dos preços do petróleo, que favoreceu, no entanto, a redução das pressões inflacionárias nos EUA e que caiam os preços pagos pelos americanos pela gasolina e por outros combustíveis.

O preço médio da gasolina em nível nacional era de US$ 3,15 por galão no início da semana, o nível mais baixo desde 25 de fevereiro, mas é ainda quase US$ 0,39 mais cara que há um ano, segundo dados divulgados pelo Departamento de Energia na segunda-feira.

O galão de gasóleo de calefação para uso residencial barateou quase US$ 0,28 na semana passada e era vendido ao preço médio de US$ 3,38, mas é ainda US$ 0,59 mais caro que no ano passado na mesma época.

A queda nos valores da venda ao público aparece junto a sinais de menor demanda de combustíveis nos Estados Unidos e outros países desenvolvidos, por causa da menor atividade econômica.

O fornecimento de combustíveis ao mercado americano, algo tomado como referência do nível de demanda, ficou em uma média de 18,6 milhões de barris diários nas últimas quatro semanas, 8,9% a menos que em 2007, segundo cálculos do Departamento de Energia.

A demanda de gasolina foi de uma média de 8,8 milhões de barris diários nesse mesmo período, 5,2% a menos que em 2007, e a de produtos destilados - incluindo o gasóleo de calefação e o diesel - ficou em uma média de 3,9 milhões de barris diários, 6,9% inferior ao dado de 2007.

O retrocesso da demanda nos EUA e em outros países levou a Opep e à Agência Internacional de Energia (AIE) a revisar para baixo seus cálculos de crescimento da demanda mundial de petróleo neste ano e no próximo.

Também foi divulgado na quinta-feira que as reservas de petróleo e de gasolina subiram nos EUA na semana passada muito mais do que se esperava, o que tende a pressionar os preços para baixo.

As reservas de petróleo subiram em 5,6 milhões de barris, o dobro do que previam alguns analistas, e as de gasolina aumentaram em 7 milhões de barris, também mais que o dobro do que se calculava.

Os contratos de gasolina para novembro subiram hoje US$ 0,04 e fecharam a US$ 1,6661 por galão (3,78 litros).

O gasóleo para o mesmo mês também subiu US$ 0,04 e fechou a US$ 2,1329 por galão.

Os contratos de gás natural para novembro ganharam US$ 0,08 e ficaram a US$ 6,78 por mil pés cúbicos.

O barril do WTI acumulou queda de 7,6% (US$ 5,85) esta semana.

EFE vm/an

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