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Barril do petróleo renova preço recorde e fecha acima de US$ 145 em Nova York

SÃO PAULO - O barril do petróleo negociado no mercado futuro renovou a marca recorde hoje em Nova York, tendo ultrapassado o nível de US$ 145 no fechamento, depois de ter rondado os US$ 146 ao longo do pregão. Um conjunto de fatores justifica o rali de preços, incluindo desde aspectos geopolíticos até os meteorológicos, passando também pelos financeiros e pela relação entre demanda e oferta.

Valor Online |

O contrato de WTI negociado para o mês de agosto em Nova York subiu US$ 1,72, para US$ 145,29. O vencimento para o mês seguinte fechou cotado a US$ 145,86, também com aumento de US$ 1,72. Em Londres, o barril de Brent para o próximo mês teve aumento de US$ 1,82, para US$ 146,08. O vencimento para setembro terminou valendo US$ 146,60, com valorização de US$ 1,79.

Entre os indicadores econômicos, a taxa de desemprego nos EUA ficou mantida em 5,5%, com fechamento de 62 mil postos de trabalho em junho, conforme o previsto. Já a atividade não manufatureira caiu para níveis inferiores a 50 pontos, o que representa retração das operações.

A desaceleração nos EUA é um componente de baixa para a demanda por petróleo, mas os agentes lembram que a China, segundo maior consumidor global, deve elevar suas compras de combustível para reconstruir regiões afetadas pelo terremoto, bem como para receber as Olimpíadas de Pequim.

No âmbito geopolítico, continua presente o desconforto dos investidores com a discórdia entre Israel e Irã, que poderiam desencadear um problema de produção e exportação no Oriente Médio, onde estão os maiores produtores globais.

A influência financeira continua vindo do baixo patamar do dólar e da perspectiva inflacionária nos EUA, que leva os investidores, sobretudo os institucionais, a alocarem capital no segmento de commodities em busca de retornos de curto prazo.

Pelo lado da oferta, o mercado teme pelo rumo das reservas nos EUA, que caíram em 2 milhões de barris ontem e ao mesmo tempo cultivam a expectativa de que a Arábia Saudita, gigante dentro da Organização dos Países Exportadores do Petróleo (Opep), eleve sua cota de produção.

Mas os comentários do ministro saudita do Petróleo, Ali Naimi, não são são muito concretos nesse sentido, Embora admita a possibilidade de incremento da produção, Naimi destaca também que os compradores de petróleo da Arábia Saudita ainda parecem satisfeitos.

Adicionalmente, a temporada de tempestades e furacões no Caribe volta ao noticiário como ameaça ao pólo produtivo do Golfo do México. Bertha é o nome da segunda tempestade tropical desta estação, mas ainda não está claro o potencial de estrago para a região produtora.

(Bianca Ribeiro | Valor Online, com agências internacionais)

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