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SÃO PAULO - Os preços de petróleo fecharam em baixa pela quinta sessão consecutiva em Nova York e alcançaram o menor patamar em quase quatro anos. O rumo da cotação do produto continua sendo orientado pelas previsão de desaceleração econômica global e redução da demanda.

O contrato de WTI negociado para o mês de janeiro em Nova York caiu US$ 3,12, para US$ 43,67. O vencimento para o mês seguinte fechou a US$ 45,21, com recuo de US$ 3,11. Também houve baixa relevante em Londres, onde o barril de Brent para o próximo mês encerrou valendo US$ 42,28, com desvalorização de US$ 3,16. O contrato para fevereiro caiu US$ 3,15, para US$ 44,65.

Os agentes estão ansiosos em relação aos números de desemprego nos Estados Unidos, que devem ser divulgados amanhã. As expectativas não são muito boas, pois indicadores prévios já sinalizaram aumento da taxa de desocupação no país.

Relatório da Merrill Lynch prevê crescimento global de apenas 1,3% no ano que vem. Analistas da agência apontam ainda retração de 0,5% para a demanda pelo produto. A instituição também reportou previsão de preços em torno de US$ 50 para o ano que vem, embora pondere sobre as incertezas sobre até que ponto o preço do produto poderia cair.

Os agentes acreditam que a pressão de baixa para as cotações devem se sustentar até que a Organização dos Países Exportadores do Petróleo (Opep) reveja sua cota de produção. Vale notar, no entanto, que a última redução promovida pelo cartel em outubro não teve efeito significativo sobre as negociações de contratos futuros. A reunião do grupo está agendada para o próximo dia 17.

(Valor Online, com agências internacionais)

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