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Barral esclarece: ações p/ exportação de vizinhos dependem de estudos

ATT Srs. Assinantes, O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior esclarece declaração feita pelo secretário de Comércio Exterior Welber Barral publicada em reportagem às 14h58.

Agência Estado |

Ao falar sobre o financiamento do Brasil à exportação de países vizinhos, o secretário esclarece que afirmou que a implementação depende de uma série de estudos do governo e não apenas da área jurídica do Banco Central como constou. Abaixo segue o texto corrigido:

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, disse hoje em São Paulo que o financiamento aos países vizinhos do Brasil para exportação depende de uma série estudos governo Federal. Ele descartou qualquer previsão de tempo para a implementação da medida. "É uma ideia há tempos em discussão no governo, mas que depende de uma série de garantias legais, sobretudo de recebimento dos financiamentos. Com a crise, o assunto voltou", afirmou, em evento da Associação Brasileira de Comércio Exterior (Abracex). Ontem à noite, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirmou os estudos.

Segundo ele, o objetivo da medida é equilibrar as relações comerciais com os países da América do Sul, evitando assim medidas protecionistas por parte destas nações. Barral descartou também que a entrada em discussão dessa iniciativa seja uma resposta ao governo argentino, que busca reduzir as importações brasileiras. "Queremos evitar uma onda protecionista de todos os países que têm déficit comercial com o Brasil na região."

Barral destacou que o governo vem buscando ampliar também outras medidas para aumentar a corrente comercial com os vizinhos e citou o Programa de Substituição Competitiva de Importações, administrado pelo Itamaraty, que traz empresários às feiras brasileiras. Outra iniciativa na área de financiamento é o Convênio de Crédito Recíproco (CCR) com os países da América do Sul. O programa já existe, "mas precisa melhorar", disse Barral.

Desdolarização

O secretário disse esperar ainda que ao longo deste ano as trocas comerciais com a Argentina, sem o uso do dólar, ganhem mais representatividade na pauta entre os países. A medida, que proporciona aos exportadores fechar contratos em reais ou em pesos, passou a funcionar em outubro de 2008. "À medida que forem ocorrendo as renovações dos contratos essa operação vai ganhar peso. Ainda temos muitos contratos que foram fechados em dólar."

Barral confirmou que o governo quer ampliar o processo de "desdolarização" das relações comerciais a outros países da América do Sul, porém, destacou que isso passa por "questões técnicas." "O sistema brasileiro é mais avançado e para alguns países é necessário um processo de modernização dos bancos centrais locais antes", afirmou, sem dar detalhes de quais países seriam estes.

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