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Brasília, 1 - O secretário de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, disse hoje que o adiamento na divulgação da lista de produtos que o Brasil pode retaliar nas importações dos Estados Unidos deve-se à necessidade, ainda, de ajustes técnicos. Segundo ele, a lista é bastante complexa e o Brasil não vai adotar uma retaliação que afete sua produção industrial.

"Tem que analisar com cuidado e não fazer nada de afogadilho", afirmou. Ele disse que alguns insumos industriais que estavam na lista estão sendo reavaliados. Ao ser questionado se a retaliação às importações norte-americanas seriam discutidas com a Secretária de Estado, Hillary Clinton, que visitará o Brasil depois de amanhã, Barral disse que não tem esta informação.

Barral também afirmou que o governo continua avaliando uma série de medidas voltadas para o setor exportador. "Não há uma medida. São várias medidas, tecnicamente complexas", disse o secretário. Segundo ele, entre as medidas em estudo há questões cambiais, que estão sendo analisadas pelo Banco Central, além de medidas de simplificação de comércio, em estudo pelo Ministério da Fazenda e pelo MDIC.

"Não há uma solução Sebastiana para o comércio exterior", afirmou. Ele informou que, na quarta-feira, o setor privado deve trazer novas propostas ao governo para o setor exportador, durante reunião do grupo de acompanhamento do crescimento (GAC), no Ministério da Fazenda.

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