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O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, informou hoje que a taxa de crescimento das exportações brasileiras no período de janeiro a julho de 2008 é a maior dos últimos quatro anos para os primeiros sete meses. As vendas externas cresceram, no período, 27,2%, na comparação com os sete primeiros meses do ano passado.

A variação só não é maior do que a registrada em igual período de 2004, quando foi registrado um aumento de 33,3% em relação aos primeiros sete meses de 2003.

Barral afirmou, em entrevista, que as exportações "têm reagido", o que vem suavizando, nos últimos meses, a queda do superávit comercial registrada em relação ao ano passado. O secretário lembrou que as vendas externas nos 12 meses encerrados em julho cresceram 22,6% - taxa superior à previsão de expansão das exportações mundiais para 2008, que é de 15,3%.

Os produtos básicos, em razão do aumento internacional do preço das matérias-primas (commodities), aumentaram sua participação na pauta de exportação do Brasil. De janeiro a julho de 2007, representavam 31,2% do total exportado e, em 2008, já representam 36,3% do total das vendas externas. Barral disse que a recuperação das exportações em julho se deve, em parte, à boa sofra agrícola deste ano.

O secretário previu que as exportações continuarão a se recuperar nos próximos meses. "As exportações se recuperaram em maio e vão continuar crescendo nesse ritmo até outubro", afirmou Barral. Ele destacou o aumento das vendas para o mercado chinês, de 111,5%, em julho, na comparação com julho do ano passado.O secretário destacou ainda a expansão de 42,3% nas vendas para os Estados Unidos - melhor resultado do ano. Aumentaram as vendas para o mercado norte-americano principalmente de petróleo, etanol, eletroeletrônicos e aviões.

Máquinas e equipamentos

As importações de bens de capital (máquinas e equipamentos) cresceram 49,9% de janeiro a julho de 2008, na comparação com igual período de 2007. Foi a maior expansão da taxa de crescimento das compras de máquinas e equipamentos na história do comércio exterior brasileiro, segundo o secretário de Comércio Exterior.

"Será difícil reduzir as importações neste momento de expansão da economia brasileira", afirmou o secretário. Para ele, as importações de bens de capital marcam uma tendência de investimentos no País. O secretário informou que as importações de bens de capital aumentaram 9,4% em preço e 36,5% em quantidade. "Não é que o Brasil esteja comprando bens de capital caros. Estamos é comprando muito equipamento", afirmou.

O secretário disse que o aumento dos preços internacionais do cobre e do trigo também tem ajudado a aumentar o volume das importações. Ele destacou que, em janeiro, as importações cresciam 9,1% em preço, no acumulado dos 12 meses anteriores, e subiam 17% no acumulado de 12 meses encerrados em junho de 2008.

Barral avalia que parte do aumento das compras brasileiras no exterior é importação de inflação de outros países, mas ele disse que não há, ainda um cálculo da quantidade. O secretário destacou que há um peso grande do aumento do preço do frete das mercadorias no primeiro semestre.

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