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Bares reagem à lei seca levando clientes para casa

Donos de bares, restaurantes e hotéis se organizam para minimizar o impacto da lei seca nos negócios, disponibilizando serviços especiais aos clientes que bebem além da dose permitida pela regulamentação. Um copo de chope pode ser suficiente para o motorista levar multa de R$ 955, e dois copos, para ser preso.

Agência Estado |

As iniciativas são individuais, mas todas vão no mesmo caminho: facilitar a volta para casa de motoristas que, segundo a lei, não tenham condições de dirigir. Táxi mais barato, estacionamento gratuito e serviço particular de motoristas são algumas das facilidades encontradas por aí.

Desde ontem, quem vai ao Bar Central (Av. Sabiá, 733; 0xx11-5052-7625), em Moema, por exemplo, tem à disposição uma frota especial de táxis que cobra bandeira 1, mesmo à noite. "Os clientes estão assustados com essa nova lei e sumiram do bar", diz o dono do estabelecimento, André Reis, que, no sábado, vendeu 20 litros de chope, uma quantidade que representa 2% do normal. "Espero trazer os clientes de volta."

Tradicional restaurante da Vila Madalena, o Jacaré Grill (Rua Harmonia, 32; 0xx11-3816-0400) oferece estacionamento gratuito aos fregueses que quiserem deixar lá o carro e voltar de táxi para casa. "A corrida fica por conta do cliente", avisa o dono, Marcelo Jacaré Silvestre.

Mix de bar e restaurante, o Chakras (Rua Melo Alves, 294; 0xx11-3062-8813), nos Jardins, contratou frota de 18 carros que trazem adesivos com "Se dirigir, não beba, se beber, volte conosco!". O cliente escolhe o tipo de serviço. O motorista pode pegar o cliente em casa e depois levá-lo de volta. Outra opção é o motorista dirigir o carro do cliente, para levá-lo até sua casa. O preço varia de acordo com a distância percorrida. Já o Bar Brahma (Av. São João, 667; 0xx11-3333-0855) fechou parceria com um patrocinador de uísque. Assim, bebedores de uísque podem ir embora com um motorista da casa de graça.

Interior

No interior, o movimento dos bares também caiu. E os comerciantes estudam colocar em prática alternativas parecidas com as que estão em vigor na capital. Em Bauru, Sidney Pavan Fernandes, dono de um bar da moda, quer implantar um serviço de vans, para levar vários clientes de uma só vez.

Há ainda propostas mais baratas, como a de uma boate que pretende usar um serviço de mototáxi para devolver os clientes embriagados.

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