O terceiro maior banco britânico, o Barclays, anunciou nesta sexta-feira um novo levantamento de fundos de mais de nove bilhões de euros, o que dará mais de 30% de seu capital ao Qatar e a Abu Dhabi, preferindo isto a entregar sua administração ao governo.

Para se adaptar às novas obrigações de capital enunciadas pela autoridade britânica dos mercados financeiros (FSA), a direção do Barclays anunciou que encontraria uma saída, como o Abbey (Santander), Standard Chartered ou o HSBC.

Serão levantados 7,3 bilhões de libras através, principamente, de ações preferenciais com 14% por ano e pagáveis até junho de 2019.

O xeque Mansour ben Zayed Al Nahyan, membro da família reinante de Abu Dabi, já conhecido no Reino Unido por possuir o clube de futebol de Manchester City, entrará com 3,5 bilhões de libras e já assinou 1,5 bilhão de libras de opções suplementares.

Torna-se, assim, o primeiro acionista do Barclays com potencialmente 16,3% do capital.

O fundo soberano de Qatar, até agora primeiro acionista, colocará dois bilhões de libras na operação, com uma opção de compra de 1,5 bilhão de libras, o que pode lhe dar até 12,7% do banco.

Já o fundo catariano Challenger, que pertence à família do premier, xeque Hamad ben Jassem ben Jabr Al-Thani, investirá 300 millhões de libras, ficando com 2,8% do capital. Isto faz um total de 31,8% para os países do Golfo.

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