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Banqueiros equatorianos devem vender ações em meios de comunicação

Quito, 20 out (EFE).- Os banqueiros equatorianos têm até hoje como prazo para vender todas as ações que possuírem em meios de comunicação do país, em cumprimento a uma cláusula da Constituição que pretende eliminar a influência dos "grupos de interesse" nas notícias.

EFE |

Quito, 20 out (EFE).- Os banqueiros equatorianos têm até hoje como prazo para vender todas as ações que possuírem em meios de comunicação do país, em cumprimento a uma cláusula da Constituição que pretende eliminar a influência dos "grupos de interesse" nas notícias. "O prazo deve ser cumprido com todo rigor", disse à Agência Efe uma fonte da Superintendência de Bancos e Seguros do Equador, que pediu para não ser identificada. A medida afeta tanto meios audiovisuais quanto escritos, mas a presença dos banqueiros no conjunto de acionistas é mais maior em televisões e rádios. O caso mais importante é o da "Teleamazonas", um dos principais canais do país, que era controlado pelo poderoso banqueiro Fidel Egas. Egas anunciou a transferência de suas ações da emissora, assim como da Dinediciones, uma editora de revistas, a um fideicomisso cujos sócios são funcionários da empresa - amigos seus -, uma empresa espanhola e outra peruana, que não identificou. A Superintendência de Bancos não publicou a lista de veículos de comunicação que serão envolvidos porque, por lei, não pode divulgar o conjunto de acionistas de sociedades anônimas, de acordo com a fonte. Todos os banqueiros do Equador, inclusive administradores de entidades financeiras, membros dos conselhos administrativos e diretores, terão de apresentar à Superintendência até o próximo dia 30 uma declaração juramentada de que não possuem nenhuma ação em meios de comunicação, indicou a fonte. Em seguida, a Superintendência de Bancos, a de Empresas, a de Telecomunicações e o Conselho Nacional de Telecomunicações verificarão se de fato já não há presença dos bancos nas ações da imprensa equatoriana. Quem desacatar a ordem, enfrentará sanções que vão desde a suspensão de sua condição de acionista até o leilão de sua participação por parte do Estado. EFE cma/sa

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