Nova York, 16 abr (EFE).- O Bank of America, o maior banco dos Estados Unidos, anunciou hoje que, durante o primeiro trimestre de 2010, ganhou US$ 2,834 bilhões, superando as expectativas dos analistas e proporcionou novos sinais de recuperação econômica.

Nova York, 16 abr (EFE).- O Bank of America, o maior banco dos Estados Unidos, anunciou hoje que, durante o primeiro trimestre de 2010, ganhou US$ 2,834 bilhões, superando as expectativas dos analistas e proporcionou novos sinais de recuperação econômica. Com sede em Charlotte (Carolina do Norte), a instituição informou hoje que o ganho por ação de janeiro a março foi de US$ 0,28. Assinalou, no entanto, que "segue sentindo a pressão pela falta de demanda de créditos". Indicou que durante os três meses arrecadou US$ 32,290 bilhões e manteve uma previsão para perdas por créditos de US$ 9,805 bilhões, 3% menos que no último trimestre de 2009 em que, para cobrir essa eventualidade, destinou US$ 10,1 bilhões e que na mesma época um ano antes, foi de US$ 13,4 bilhões. Os resultados do trimestre mostraram "uma melhora na qualidade dos créditos", assim como um fortalecimento e o crescimento do capital e da liquidez. "Os mercados de capital e os negócios de investimento bancário estão se desenvolvendo bem", considerou o banco, que destacou que "os créditos ao consumo e para os comércios estão em recuperação, e dão mostras de melhorias". Essa situação está em linha com a apresentada nesta mesma semana por outro grande banco americano, JPMorgan Chase, que ao divulgar suas contas ressaltou que ainda registram perdas nos créditos ao consumo, mas melhoram os destinados às empresas. JPMorgan, o segundo banco americano, teve no primeiro trimestre do ano um lucro líquido de US$ 3,326 bilhões, que atribuiu aos bons resultados em bancos de investimento e no varejo. As operações em sua divisão de bancos global e mercados, na qual está incluída sua aquisição de Merrill Lynch efetuada durante a crise de 2008, aumentaram em US$ 709 milhões, para os US$ 3,2 bilhões. O Bank of America fechou o último ano com um lucro de US$ 6,276 bilhões, 56,5% a mais que em 2008. O banco foi um dos mais atingidos pela crise financeira há dois anos e recebeu fundos da Administração americana, à qual até dezembro de 2009 devolveu US$ 45 bilhões por seu resgate financeiro e pagou até US$ 2,850 bilhões em dividendos derivados de suas ações preferenciais. Nas operações prévias à abertura da Bolsa de Nova York, as ações deste banco se valorizavam em 0,26%, para US$ 19,53. EFE emm/dm
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