Embora tenha feito críticas às grandes empresas de telefonia durante o anúncio do Plano Nacional de Banda Larga, o coordenador dos programas de inclusão digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, disse que o governo está aberto para negociar com as teles uma participação no projeto. "Vamos continuar discutindo, negociando.

Embora tenha feito críticas às grandes empresas de telefonia durante o anúncio do Plano Nacional de Banda Larga, o coordenador dos programas de inclusão digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, disse que o governo está aberto para negociar com as teles uma participação no projeto. "Vamos continuar discutindo, negociando. A mesa está aberta. Senhores, façam suas propostas", disse Alvarez, afirmando que a participação das teles será decidida no Fórum Brasil Digital, que será criado em junho, com a participação do setor público, das empresas e da sociedade civil. O coordenador considerou positiva a iniciativa da Oi de apresentar um proposta de parceria, como também foram positivas as propostas recebidas dos provedores. "O mercado está se mexendo e sabe que, como está, não pode ficar. As possibilidades de cooperação são as mais amplas", afirmou Alvarez, que antes tinha feito um diagnóstico de que a banda larga no Brasil é cara, lenta e concentrada. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que também participou da entrevista, reforçou as críticas. "É lamentável que as empresas tenham optado por oferecer um serviço para poucos e caro. É uma banda larga bem estreita", afirmou. O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, reiterou que a Telebrás, que será a gestora do plano, só fará o atendimento ao cliente final em lugares onde a iniciativa privada não se interesse em prestar os serviços. Santanna explicou que a Telebrás abrirá licitação para contratar equipamentos e mão-de-obra para revitalização das fibras ópticas das estatais que serão usadas no programa e que os editais de contratação devem ser publicados em setembro. "O processo introduz uma rede neutra, para que os serviços possam ser vendidos na ponta a R$ 35", afirmou.

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