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Bancos terão R$ 95 bi a mais para emprestar

Diante do impacto negativo da crise financeira internacional no mercado de crédito, o governo anunciou ontem medidas que podem ampliar em quase R$ 95 bilhões a oferta de recursos para empréstimos no próximo ano. Além disso, as medidas adotadas também aumentam o raio de atuação dos bancos públicos, que neste momento são vistos como peças chaves para manter girando a roda do crédito na economia.

Agência Estado |

A decisão de maior impacto vai elevar o potencial de empréstimos dos bancos, permitindo a aplicação de mais R$ 87 bilhões em 2009. Decidida em conjunto pela diretoria do Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional, a medida altera a forma de cálculo dos créditos tributários na determinação das exigências de capital dos bancos para realização de empréstimos, o chamado índice de Basiléia. Com a medida, será menor a necessidade de capital das instituições para a realização de financiamentos, abrindo espaço para oferta maior de créditos.

"Obviamente, isso pode proporcionar a possibilidade de aquisição de novas operações de crédito", disse o chefe do Departamento de Normas do Banco Central, Amaro Gomes, ressaltando que o efetivo aumento dos empréstimos vai depender dos bancos.

Apesar do significativo aumento no potencial de alavancagem das instituições, Amaro Gomes desvinculou totalmente a medida da crise financeira, que reduziu a disposição dos bancos para emprestar. Segundo ele, a decisão foi técnica, com base em estudos que indicavam que os créditos tributários deveriam ser tratados de forma mais flexível.

O Banco do Brasil será um dos grandes beneficiários, pois tem R$ 10 bilhões em um dos tipos de créditos tributários, informou a assessoria do BB. Com a medida, seu índice de Basiléia vai subir dos 13,6% verificados em setembro para algo em torno de 15%, ampliando espaço para os financiamentos. O banco ainda não calculou quanto poderá emprestar mais.

Outra medida que visa ampliar a oferta de crédito, mas nesse caso para os bancos pequenos e médios, foi a elevação do limite para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) adquirir carteiras de crédito de instituições financeiras. O FGC é um fundo que foi criado para garantir depósitos e aplicações dos clientes dos bancos.

Segundo o diretor do BC, Gustavo do Vale, a decisão do CMN também permite que o FGC possa emprestar recursos para bancos com patrimônio de até R$ 2,5 bilhões para carteiras de crédito que ainda serão geradas. O FGC poderá injetar até R$ 8 bilhões por meio da compra de carteiras de bancos.

Segundo Vale, a medida visa a criação de fontes de financiamentos para esses bancos. Ele não vê nenhum tipo de ameaça ao patrimônio do fundo por causa dessas operações. "O fundo tem mecanismo próprio para analisar as carteiras".

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