O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta quinta-feira, em reunião extraordinária, estabelecer um sistema de rodízio do responsável técnico e da equipe de auditores independentes das empresas contratadas pelas instituições financeiras para auditar suas contas. Dessa forma, a cada cinco anos o grupo de auditores que realiza a verificação das contas dos bancos tem que ser substituído.

Acordo Ortográfico

 A regra anterior, que estava suspensa para análise por parte do Banco Central, estabelecia que o rodízio deveria ser da empresa de auditoria. Segundo o chefe-adjunto do Departamento de Normas do Banco Central, Sérgio Odilon, a mudança foi feita com base no fato de que o rodízio de firmas não estava trazendo benefícios, além de implicar custos maiores para as instituições.

Com a mudança, Odilon acredita que os bancos terão redução de custos, sem que haja prejuízo no controle dessas instituições. "Estamos convictos de que a qualidade da auditoria ficará inalterada com o rodízio de equipe", afirmou, destacando que a medida não impede que trocas de empresas de auditorias sejam feitas pelos bancos, se estes julgarem necessário, desde que respeitado o limite de cinco anos. Cada troca de equipe, segundo ele, tem que ser informada ao BC.

A medida já está em vigor, mas as instituições que já completaram cinco anos com a mesma equipe de auditoria independente podem esperar encerrar o exercício de 2008 para realizar a troca. Esse prazo de transição, segundo Odilon, foi dado porque houve muitas mudanças nas normas contábeis recentemente e obrigar a troca de auditores poderia prejudicar e comprometer o processo de análise dos dados, já que as instituições financeiras estão em processo de adaptação aos novos procedimentos contábeis.

Leia mais sobre auditoria bancária

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.