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Bancos suíços querem fatia do bolo americano

Os tradicionais bancos suíços comemoram o plano de ajuda dos Estados Unidos, enquanto cresce a desconfiança da população suíça sobre o setor base do país. Ontem, a Associação Suíça de Bancos declarou que considerada positiva a decisão de Washington de criar um pacote para salvar o setor financeiro.

Agência Estado |

Dois dos principais bancos do país - o UBS e o Credit Suisse - poderiam se beneficiar do pacote.

A turbulência tem provocado uma crise de identidade das instituições financeiras suíças, tidas como as mais estáveis do mundo. Nos últimos meses, o sistema deu sinais de que ninguém pode se dizer protegido. A Associação dos Bancos afirma que o sistema financeiro está "em bom estado". Mas alerta que seria "lógico" que bancos suíços pudessem ter acesso ao pacote de US$ 700 bilhões.

Na avaliação do porta-voz da entidade, Thomas Sutter, tanto o UBS como o Credit Suisse empregam há anos funcionários nos Estados Unidos e suas atuações no mercado americano também geram receitas para os contribuintes.

Além disso, o UBS estava exposto em cerca de US$ 300 milhões ao Lehman Brothers, que quebrou na semana passada. Quanto à idéia de adotar um plano semelhante na Suíça, Thomas Sutter é taxativo. "Os Estados Unidos devem permanecer na primeira linha, já que é de lá que a crise veio. A praça financeira suíça está sã." Um dos grandes debates é se seria aceitável para a população ter seu dinheiro usado para salvar bancos estrangeiros.

As ações do UBS sofreram na semana passada sua pior queda. Em apenas dois dias, o valor caiu mais de 30%. Até agora, foi banco europeu que mais perdeu com a crise, somando prejuízos de US$ 40 bilhões. Tanto o UBS como o Credit Suisse participam do fundo de emergência de US$ 70 bilhões criado por dez bancos americanos e estrangeiros na semana passada. Na avaliação de Sutter, mesmo com esse fundo, os suíços poderão precisar do plano americano.

Em pesquisa divulgada ontem sobre o UBS, um em cada três suíços não acredita na solidez do banco. Apenas 35% da população depositaria confiança em um dos pilares da economia suíça. Apenas no segundo trimestre, clientes tiraram mais de US$ 43 bilhões de suas contas no banco.

O ministro da Economia, Hans Mertz, está em coma desde domingo depois de sofrer um infarto.

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