WASHINGTON (Reuters) - Criar um imposto sobre os bancos para cobrir o custo de futuros planos de socorro é uma ideia inútil, afirmou neste sábado uma entidade financeira, propondo um acordo global para instituições falidas, sem recorrer ao dinheiro dos impostos dos contribuintes.

O Instituto Internacional das Finanças (IIF), entidade que representa 390 empresas em todo o mundo, enviou uma carta para as autoridades do setor financeiro dos países do Grupo dos 20, composto por nações ricas e emergentes, depois de um encontro em Washington.

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Bancos se opõem a imposto para custear pacotes de ajuda

WASHINGTON (Reuters) - Criar um imposto sobre os bancos para cobrir o custo de futuros planos de socorro é uma ideia inútil, afirmou neste sábado uma entidade financeira, propondo um acordo global para instituições falidas, sem recorrer ao dinheiro dos impostos dos contribuintes.

O Instituto Internacional das Finanças (IIF), entidade que representa 390 empresas em todo o mundo, enviou uma carta para as autoridades do setor financeiro dos países do Grupo dos 20, composto por nações ricas e emergentes, depois de um encontro em Washington.

Reuters |

WASHINGTON (Reuters) - Criar um imposto sobre os bancos para cobrir o custo de futuros planos de socorro é uma ideia inútil, afirmou neste sábado uma entidade financeira, propondo um acordo global para instituições falidas, sem recorrer ao dinheiro dos impostos dos contribuintes.

O Instituto Internacional das Finanças (IIF), entidade que representa 390 empresas em todo o mundo, enviou uma carta para as autoridades do setor financeiro dos países do Grupo dos 20, composto por nações ricas e emergentes, depois de um encontro em Washington.

O objetivo da carta era explicar por que o IIF se opõe a uma proposta do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a criação de um imposto que permitira que os bancos cubram o custo de crises futuras. Embora os Estados Unidos e alguns países europeus apoiem uma taxação ampla, os líderes do G20 se dividiram na questão, pedindo que o FMI considere as "circunstâncias individuais de cada país."

O Canadá rejeitou a sugestão, alegando que os seus bancos não precisaram de pacotes de ajuda durante as crises e, portanto, não deveriam ser punidos com uma nova taxa.

O instituto informou que está elaborando uma proposta e em breve divulgará um relatório sobre maneiras para deixar sistematicamente bancos importantes falirem sem que isso traga abaixo todo o sistema financeiro.

"O IIF não vê nenhum mérito na ideia de que qualquer taxação sobre o setor financeiro deva ser paga sobre o rendimento geral. Não acreditamos que um imposto pago antecipadamente deva ser usado para financiar o socorro ou a recapitalização de instituições falidas," escreveu na carta o diretor-gerente Charles Dallara.

Dallara disse que uma taxa sobre s bancos para custear futuros pacotes de socorro faria com que as empresas se sentissem mais confortáveis em assumir riscos excessivos, sabendo que o dinheiro está lá para resgatá-las. "Isso iria contribuir para a persistência do risco moral e enfraqueceria a disciplina de mercado," disse ele.

O grupo setorial afirmou que um imposto para financiar pacotes de ajuda já efetivado é algo mais prático, segundo Dallara.

Dallara discordou da premissa do FMI de que pacotes de ajuda serão inevitáveis no futuro e alegou que um plano coordenado para gerenciar falências minimizaria qualquer risco de outra crise mundial.

"Não podemos mais contemplar um mundo no qual recursos do setor público ou privado sejam usados para socorrer ou recapitalizar firmas falidas."

O IIF irá apresentar uma proposta ao Conselho de Estabilidade Financeira, que é formado por dirigentes e reguladores dos bancos centrais do G20 e coordena reformas financeiras.

O texto terá por base os seguintes princípios: as instituições deveriam poder falir sem trauma para o sistema em sua totalidade; acionistas e credores sem seguro deveriam pagar pela falência; normas nacionais devem ser coordenadas mundialmente; necessidade de um formato mundial que leve em conta a distribuição geográfica dos bens e dívidas de uma instituição.

Numa conferência na sexta-feira, Mario Draghi, presidente do FSB, disse estar trabalhando na melhoria da coordenação entre os supervisores do setor em diferentes países:

"Se nós não formos capazes de chegar a uma solução que funcione em diferentes jurisdições, as autoridades nacionais encarregadas da supervisão deveriam ter o poder de pedir a bancos grandes e interconectados que se dividam em diferentes subsidiárias," disse ele.

(Reportagem de Louise Egan e Francesca Landini)

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