Bancos que estão obtendo planos de resgate financeiro às custas dos contribuintes premiaram seus executivos top com cerca de US$ 1,6 bilhão em salários, bônus e outros benefícios no ano passado, de acordo com análise conduzida pela Associated Press. Os prêmios foram dados mesmo quando os bancos registraram resultados fracos.

Alguns reduziram a compensação de seus executivos devido à queda na performance do banco mas ainda assim ofereceram pacotes de pagamento multimilionários. Entre os benefícios estão bônus em dinheiro, opções de ações, uso pessoal de jatos da empresa e motoristas, segurança privada, adesão a clubes exclusivos e administração financeira profissional, de acordo com pesquisa feita pela AP em documentos federais.

O valor total pago para cerca de 600 executivos daria para cobrir os custos do plano de emergência para muitos dos 116 bancos que até o momento aceitaram participar do resgate. A AP compilou o valor total baseado nos relatórios anuais que os bancos entregam para Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos. Até o momento, os 116 bancos receberam US$ 188 bilhões em ajuda dos contribuintes. Os executivos top de cada banco receberam uma média de US$ 2,6 milhões em salários, bônus e benefícios. O presidente e chefe executivo do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, recebeu perto de US$ 54 milhões em compensação em 2007. Os 5 principais executivos do Goldman receberam um total de US$ 242 milhões. Apenas em carros e motoristas para seus executivos, os gastos foram de US$ 233.000 por executivo.

John A. Thain, principal executivo da Merrill Lynch, recebeu a mais alta quantia, de US$ 83 milhões em 2007. Como ele assumiu apenas em dezembro de 2007, ele recebeu US$ 57.692 em salário, bônus de US$ 15 milhões e opções de ações de US$ 68 milhões . Tanto o Goldman como o Merril conseguiram US$ 10 bilhões cada através do plano de resgate.

O presidente do comitê de serviços financeiros do parlamento, o democrata Barney Frank, afirma que a maioria das pessoas são empregadas para trabalhar e fazem o melhor que podem. "Mas os executivos top são diferentes e precisam de um dinheiro extra para ficarem motivados", disse. As informações são da AP.

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