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Bancos repassam pouco o corte dos juros, diz economista

Apesar do corte de um ponto porcentual na taxa básica de juros da economia (Selic) anunciado quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), os bancos devem repassar uma pequena parte dessa redução para o consumidor, diz o presidente do Conselho Administrativo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), José Ronoel Piccin.

Redação |

 

O economista participou de um chat no iG e tirou dúvidas dos internautas sobre como a redução na Selic vai afetar o bolso do consumidor - pouco e lentamente, na opinião do executivo da Anefac.

O motivo desse discreto repasse são os custos que os bancos têm, afirma ele. "Os bancos acrescentam os seus custos na taxa Selic. Estes custos são altíssimos, principalmente por causa da inadimplência", explicou.

Segundo Piccin, o governo não pode influir na decisão dos bancos de cortar ou não os juros, porque eles são empresas que procuram lucro e acrescentam na taxa Selic os seus custos. "[Os bancos] São instituições que não devem satisfação ao Banco Central ou ao governo. O governo pode implorar, porém é o mercado que estipula o preço [cobrado ao consumidor]", disse.  

O economista esclarece que, apesar do atual corte nos juros, quem já tem contratos não terá redução nas taxas. O que o consumidor pode fazer, segundo ele, é tentar renegociar com seu banco.

As taxas de juros no Brasil são altas, segundo o economista, porque o País quer se proteger da inflação. "Mas há um exagero do Banco Central", opina. Ele acredita que o ideal seria que o País tivesse juros de no mkáximo 10%. "O Banco Central tem receio da inflação subir, por isso é cauteloso e conservador", acredita.

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